O vereador e proprietário da DRA Derivados de Petróleo, Diego Afonso (PSL), criticou a gestão do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) pelo aumento sucessivo nos preços de combustíveis ocorrido nos últimos meses no Brasil. Segundo o parlamentar, desde início da pandemia da covid-19, já foram cerca de 10 reajustes.
Diego Afonso também afirmou que o preço médio de venda às distribuidoras já subiu mais de 20% desde o início de 2021.
“Toda vez que a Petrobras aumentar o preço dos combustíveis no Brasil, eu que sou revendedor e sindicalizado, sempre anunciei nesta Casa, não cabe mais um valor abusivo. Essa precificação dada no nosso país pela atual administração do governo federal, são mais de 22% só esse ano e durante a pandemia foram mais de 10 aumentos. Fica aqui o meu repúdio a mais um aumento que todos os brasileiros sentiram na bomba”, declarou o vereador na Câmara Municipal de Manaus (CMM), na última segunda-feira (15).
Na terça passada (9), a Petrobras anunciou um novo reajuste dos preços médios de venda às distribuidores da gasolina e diesel. A gasolina aumentou R$ 0,17 por litro enquanto o diesel, R$ 0,13, é a terceira alta do ano nos preços da gasolina e a segunda do diesel.
Em seu pronunciamento, o parlamentar também fez um apelo ao governo estadual para que intervenha junto a Bolsonaro em relação aos vários aumentos de preços dos combustíveis.
“Quero pedir também a sensibilidade do governador Wilson Lima, para que comece a discutir a pauta estadual para que, efetivamente, nós consigamos ter um preço justo dos combustíveis. Falo com propriedade, porque sinto na ponta que é a menor diante do maior sócio que todos os empresários têm, que é o governo federal”, finalizou o vereador.
CPI
No ano passado, Diego Afonso defendeu o resultado da CPI dos Combustíveis da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e afirmou que há não é cartel, mas sim, a livre concorrência nos postos de gasolina em Manaus.
Na entrega do relatório da CPI, que durou quatro meses, a relatora da comissão, deputada Alessandra Câmpelo (MDB), alegou dificuldade para provar a existência de cartel e devolveu a investigação para os Procons estadual e municipal.


