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    Home»Amazônia»Duas novas espécies de coruja são descobertas na Mata Atlântica e Amazônia
    Foto: Divulgação
    Amazônia

    Duas novas espécies de coruja são descobertas na Mata Atlântica e Amazônia

    6 de abril de 2021
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    A rica biodiversidade das florestas tropicais segue ainda em boa parte desconhecida da ciência e um estudo recente trouxe novas peças para este quebra-cabeça sobre a vida no planeta: duas corujas de hábitos florestais, uma da Mata Atlântica e outra da Amazônia. As espécies, batizadas de corujinha-de-alagoas e corujinha-do-xingu, respectivamente, foram descritas a partir de um esforço internacional que realizou uma análise genética das corujas do gênero Megascops, o mais diverso das Américas. Junto com a descoberta, vem o alerta dos pesquisadores de que uma das suas descobertas, a recém-conhecida corujinha-de-alagoas, pode estar criticamente ameaçada de extinção.

    As novas espécies, a corujinha-do-xingu (Megascops stangiae) e a corujinha-de-alagoas (Megascops alagoensi), pertencem ao gênero Megascops, que abrange 23 espécies de aves noturnas de pequeno porte. Ambas restritas às florestas brasileiras, as corujinhas possuem entre 20 e 25 centímetros de comprimento.

    @kleiton.renzo

    De plumagem de coloração avermelhada, castanha e escura, a corujinha-de-alagoas ocorre em fragmentos isolados de Mata Atlântica ao norte do rio São Francisco, nos estados de Alagoas e Pernambuco, na região conhecida como Centro de Endemismo de Pernambuco. Sua área de ocorrência é justamente o que acendeu o alerta dos pesquisadores para o possível risco iminente de extinção da espécie.

    “A gente sugere que a alagoensis está criticamente ameaçada porque ela precisa de floresta em bom estado de conservação e na área em que ela vive não existe praticamente mais isso, só fragmentos minúsculos em meio a plantações de cana-de-açúcar que não sustentam uma população no longo prazo. E esses fragmentos não estão conectados entre si, essa é a grande tragédia dos bichos que habitam essa região. Não há uma área grande de floresta e as populações já são pequenas e extremamente fragmentadas”, explica ao ((o))eco o ornitólogo Sidnei Dantas, um dos autores do estudo. A corujinha está distribuída majoritariamente em propriedades particulares e conta com uma única área protegida, a Estação Ecológica de Murici, em Alagoas, para garantir a proteção do seu habitat.

    A situação da corujinha-do-xingu é um pouco melhor, de acordo com o ornitólogo, pois sua área de ocorrência ainda possui bons fragmentos de floresta e possui no território unidades de conservação e Terras Indígenas, para ajudar a protegê-la. Ainda assim, seu habitat, distribuído entre os rios Tapajós e Tocantins, na região do Xingu, está situado exatamente na fronteira agrícola e agropecuária conhecida como Arco do Desmatamento, onde a pressão pela derrubada da floresta avança progressivamente. O nome científico da espécie, inclusive, é uma homenagem à Irmã Dorothy Mae Stang, assassinada em 2005 e incansável defensora da Floresta Amazônica e seus povos tradicionais.

    “Ela ainda é um bicho comum nessas áreas, só que é justamente nessa área que a Amazônia está sendo desmatada em ritmo crescente, sofrendo com o avanço da fronteira agrícola e pecuária. Então ela está numa situação mais confortável, mas pode estar futuramente ameaçada se o ritmo do desmatamento continuar acelerado”, pondera Sidnei.

    A corujinha-do-xingu (Megascops stangiae), batizada em homenagem à irmã e ativista Dorothy Stang. Foto: Kleiton Silva

    Para identificar as novas espécies, os cientistas realizaram um estudo detalhado sobre a variação morfológica, vocal e genética dentro do gênero das corujinhas a partir de 252 peles de exemplares coletados ao longo dos séculos e guardados em coleções científicas, além de 83 gravações e 49 amostras genéticas. A análise deste material foi feita por um time de pesquisadores do Brasil, Finlândia e Estados Unidos e foi publicada no final de março na revista Zootaxa.

    O brasileiro Sidnei Dantas foi responsável por grande parte das gravações das vocalizações e coletas das corujinhas, registradas durante seu doutorado no Museu Goeldi, no Pará, sobre estas aves nas florestas tropicais da América do Sul. O pesquisador conta que em seu artigo anterior, ele já havia realizado a revisão taxonômica e a filogenia (história evolutiva) das corujas do gênero Megascops. E no novo estudo, concentrou-se em três espécies, a corujinha-orelhuda e a corujinha-relógio, que ocorrem na Amazônia, e a corujinha-sapo, da Mata Atlântica, que eram conhecidas até então como parte de um mesmo “complexo”, um grupo de espécies proximamente relacionadas acerca do qual há certo mistério sobre quão aparentadas ou diferentes são entre si.

    Graças à análise genética, os pesquisadores descobriram que na verdade existem seis linhagens de corujas Megascops no Brasil, além das três já conhecidas e das duas descobertas, uma sexta que era pouco considerada, a corujinha-de-belém (Megascops ater), também foi mapeada pelo estudo, que deu o alerta de que ela também pode estar ameaçada, pois sua área de ocorrência está restrita ao Centro de Endemismo Belém, uma das áreas mais pressionadas pelo desmatamento.

    Além do DNA, as seis espécies podem ser distinguidas pela vocalização. Já a cor da plumagem é altamente variável, mesmo dentro de um mesmo grupo genético. A expectativa é de que várias espécies adicionais de corujinhas poderão ser descritas em breve, a partir de estudos similares que façam análises de DNA e de vocalização, uma vez que a diferenciação de espécies de corujas dentro do gênero Megascops, em particular, é complicada quando baseada apenas em reconhecimento visual, porque seus hábitos noturnos dificultam a visualização nítida do animal, necessária para distinguir plumagem e tamanho de forma precisa.

    “Nem mesmo ornitólogos profissionais que trabalharam com corujas na sua vida inteira concordam com o número real de espécies desse grupo, então um estudo como o nosso era aguardado há muito tempo”, explica Alex Aleixo, um dos autores do estudo e curador de aves do Museu Finlandês de História Natural na Universidade de Helsinki.

    Com informações Site O Eco

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