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    Home»Amazonas»‘PDT me deu uma proposta mais aberta ao Senado’, afirma Luiz Castro
    Amazonas

    ‘PDT me deu uma proposta mais aberta ao Senado’, afirma Luiz Castro

    19 de fevereiro de 2022
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    Com uma carreira bem consolidada na política amazonense, passando por duas vezes na cadeira de prefeito na cidade de Envira, no interior do Amazonas, exercendo funções no secretariado estadual e assumindo a presidência da Associação Amazonense dos Municípios (AAM), o ex-deputado estadual, de cinco mandatos, Luiz Castro (PDT) disse, em entrevista ao Portal RDA, que está de volta ao cenário político, com bem mais experiente e que ficar do lado de fora do Parlamento o fez entender mais sobre suas falhas e reconhecer suas qualidades.

    Falando sobre as eleições de 2018, Castro revelou que três fatores o tiraram da cadeira de senador, à época, entre eles: sua saúde, ao qual Luiz Castro teve um infarto à época e o impediu de fazer campanha; pesquisas eleitorais fraudulentas, que forjaram resultados, além da falta de recursos para viajar para o interior do Estado para dar continuidade a sua campanha eleitoral.

    @kleiton.renzo

    A disputa naquele ano foi acirrada e Luiz Castro perdeu para Eduardo Braga (MDB) nos minutos finais, quando as últimas urnas foram abertas e contabilizados os votos, com uma diferença de apenas 25.733 mil votos. Castro obteve 581.553 mil votos e Braga teve 607.286, à época.

    Ainda durante a entrevista, Luiz Castro falou da troca de partido, ao qual deixou o Rede, de Marina Silva, pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), de Ciro Gomes. Ele disse que não teve problemas com o partido Rede, mas recebeu proposta mais aberta do PDT, com melhores perspectivas para chegar ao Senado, com apoio político e identidade própria, para assim, não entrar nessa briga de direita ou de esquerda, ao qual Castro classificou como “briga de ódio”, que vem fazendo com que os políticos esqueçam da real necessidade do país, que segundo Luiz, são: “ética, respeito, seriedade e fazer as coisas como elas devem ser feitas”, disse.

    Além disso, Castro disse que viu nas propostas de Ciro bastante consistência e que o momento, agora, é o de parar de fazer fake news, porque o povo não aguenta mais enganação, mostrar as propostas e parar com essa briga de quem é de direita ou quem é de esquerda.

    Luiz Castro disse que seu comportamento será diferente dos seus adversários e verdadeiramente não quer bater boca com nenhum deles, e sim, apresentar suas propostas.

    “Eu não estou realmente a fim de entrar em ‘bate-boca’ pessoal e ficar colocando defeitos ou apresentando defeitos dos meus adversários. Eu quero mostrar a diferença da nossa futura candidatura. Ela é diferente de todas as outras portas, porque ela tem uma essência de representação política que não é igual a deles, que são políticos tradicionais, velhas escolas, de cima para baixo. Eu entendo a política no diálogo com a sociedade, com o povo, com as pessoas, com as associações, com entidades, em que o político é de fato e deve ser de fato, como é na boa política um representante da população. E acredito que essa diferença será suficiente para mostrar que sendo diferente dos outros eu terei o apoio da maioria para ser eleito o senador, com as bênçãos de Deus, porque aqueles que estão acostumados a votar da maneira tradicional, vão continuar votando nesses que se apresentam como candidatos que gostam de fazer ataques pessoais e insinuações, e eu não, eu prefiro mostrar com clareza, que eu serei um candidato, um senador diferente”, disse Castro.

    Luiz classificou como “baixo e pequeno” essa briga política em que passa para o lado pessoal, no intuito de desmoralizar adversários.

    “Eu não me preocupo com esse jogo velho e antigo, de ficar falando dos adversários e até às vezes inventando fake news. Acho isso muito baixo, acho pequeno e eu prefiro enfrentar os problemas, criticar os problemas, criticar as omissões de alguns políticos, mas não quero ficar personalizando a política, é muito feio. Você tem que mostrar para o povo que você tem propostas, tem coerência, tem capacidade de executar as tuas propostas.

    Luiz Castro falou, ainda, que se eleito, vai abrir mão de regalias proporcionadas aos senadores da atualidade. Ele considerou que os atuais senadores são tratados com uma vida de “Nababo” [luxuosa], como ”nobres”. O pré-candidato ao Senado disse que abrir mão de benefícios faz parte de seus mandatos, ao qual sempre abdicou de carros oficiais, apartamento e quase não utilizou as verbas disponibilizadas pelo Parlamento, em sua totalidade.

    Castro também falou de temas ambientais, como o garimpo, bioeconomia, respeito ao meio ambiente, economia, educação, saúde, sobre a Zona Franca de Manaus (ZFM) e outros assuntos.

    Confira a entrevista:

    Portal RDA – O senhor quase chegou ao Senado nas eleições passadas. O  que saiu errado naquele momento?

    Luiz Castro: Não que tenha sido errado, mas eu tive um problema de saúde e as pesquisas enganadoras, principalmente a do Ibope, me prejudicaram e muito pouco recursos financeiros para viajar para o interior. Esses três fatores me prejudicaram, se eu tivesse um deles resolvidos, eu teria sido eleito senador, mas tudo tem o seu tempo: o tempo de Deus, se eu não tinha que ser eleito senador, mas pelo menos eu sobrevivi a um infarto e estou vivo, com uma nova oportunidade que aparece.

    RDA – O que vai fazer diferente agora?

    Luiz Castro: Agora estou mais experiente. Estou em um partido que vai ter mais condições estruturais. Estou ao lado de uma pessoa com mais experiência e com mais condições de governar, que é a Carol [Braz], e temos também um sentimento de que a população vai dar mais atenção às propostas dos candidatos e menos aos ataques pessoais.

    Luiz Castro
    Luiz Castro em campanha para senador, no ano de 2018

    RDA – O senhor vem aí em um partido de 3ª via. Seu nome, o de Carol Braz e o de Ciro Gomes, como vai ser revertida essa situação?

    Luiz Castro: Ninguém usa esse termo 3ª via no PDT, nós somos alternativa efetiva de poder. Terceira via ficou uma nomenclatura desgastada e na verdade são várias vias. Nós somos uma via diferente, nós somos uma vertente da política, tanto eu, quanto a Carol e o Ciro diferente de todas as outras. Eu acredito que ao longo desse período até chegar a eleição, a maioria das pessoas vai perceber essa diferença, vai nos valorizar e vai nos apoiar.

    Luiz Castro
    Luiz com Carol Braz em comunidades de Manaus – Foto: Divulgação

    RDA – Como é sua relação com os moradores do interior do Amazonas, de onde os votos para a ida ao cenário federal são decisivos? 

    Luiz Castro: Eu sou uma pessoa de origem interiorana. Desde que cheguei de São Paulo fui para Envira, um dos municípios mais distantes, trabalhei como agricultor, professor de Ensino Fundamental, na igreja e como líder comunitário. Então eu tenho muita identidade com o interior, fui secretário de Produção e prefeito. Eu acho que o interior vai perceber o Luiz Castro e vai entender que o Luiz Castro é de todos os pré-candidatos, o mais capaz de interpretar, vivenciar e se colocar no lugar do interiorano, porque eu vivi muitos anos no interior, então eu tenho essa vantagem competitiva. Se as pessoas tiverem essa leitura de que eu tenho uma boa vivência de Manaus e uma boa vivência de interior, acho que isso aí nenhum dos candidatos, e não estou falando mau de nenhum, tem igual a mim.

    RDA – A sua experiência como deputado estadual soma-se à sua carreira política. Como é se manter afastado do meio político e com tantas questões na cidade e não ter, de certa forma, a voz no Parlamento em defesa dessas causas e/ou pessoas?

    Luiz Castro: Olha, eu tive um período de reflexão -alguns chamam de período sabático-, parte dele coincidiu com a pandemia, e eu me dediquei muito ao trabalho do Programa Saúde na Floresta, da FAS [Fundação Amazônia Sustentável], então eu não tive tempo de sofrer por não estar presente no Parlamento. Aliás, nesse período o Parlamento ficou muito lento, quase parado. Eu sou uma pessoa que entendo que a minha experiência como parlamentar me ajudou a entender melhor as minhas falhas e as minhas qualidades. Eu entendo que hoje eu tenho mais a oferecer dentro da política do que fora dela.

    Luiz Castro
    Luiz em discurso na Aleam – Foto: Divulgação / Aleam

     

    RDA – Qual sua visão sobre os Parlamentos Estadual e Municipal, estando de fora dessas Casas Legislativas?

    Luiz Castro: Eu acho que a Câmara [Municipal de Manaus] precisa se ajustar um pouco, em relação a alguns temas: essa questão do “Cotão”, essa questão de fazer um anexo, a Câmara andou “pisando na bola”, não todos os vereadores, mas parte deles. Eu acho que é o momento de fazer uma autocrítica, porque o político tem que representar a sociedade, ele não pode se dissociar da vida da população ao ponto de  achar que ele vai ter uma vida boa para exercer o seu trabalho enquanto há um desemprego imenso, e aqueles que estão trabalhando estão enfrentando enormes dificuldades. Então, eu acho que houve de fato, falhas, mas também há pontos positivos.

    Às vezes uma lentidão, como essa questão da Amazonas Energia, a Câmara demorou a acordar. À exceção do vereador Sassá (PT), parece que eles não tinham percebido o quão grave é a questão das tarifas de energia e espero que um dia eles percebam que também as tarifas de água também estão muito altas, principalmente a de esgoto.

    Em relação à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), eu não tenho acompanhado tão bem quanto acompanhava. Eu acho que há uns bons projetos, acho que tem umas boas ações, mas ainda não temos bons elementos para fazer uma boa avaliação da Aleam, do ponto de vista da qualidade dos resultados, mas tenho visto alguns deputados muito empenhados e desenvolvendo os seus trabalhos e eu acredito que tenham pessoas bem intencionadas lá, querendo fazer o certo e querendo propor o certo. Agora, eu tenho um estilo mais independente, eu nem sou e não era aquele opositor de falar mal, que fazia um discurso com calúnias ou com denúncias sem provas, eu sempre tinha provas das minhas denúncias, mas sempre apoiei ações de governo, mesmo de governos aos quais eu me opunha, que eram boas para a sociedade. Então eu nunca consegui ficar contra uma coisa que eu entendia que era boa, mas eu não posso querer que as pessoas ajam como ajo. Eu acho que a Câmara e a Assembleia precisam ser mais independentes do Poder Executivo. Não precisam se contrapor, mas precisam exercer um poder maior de fiscalização.

    Luiz Castro
    Luiz Castro se considera um político independente

    RDA – Sobre fiscalização parlamentar, qual sua opinião sobre o decreto que proíbe pedido de informação individual de vereadores à Prefeitura de Manaus?

    Luiz Castro: Ali, eu acho que o prefeito David foi muito mal assessorado e que a interpretação da Procuradoria, ao meu ver, foi equivocada. E ele pode refazer essa interpretação, até porque pela Lei da Transparência qualquer cidadão ou cidadã pode requerer qualquer informação da prefeitura, inclusive há um prazo legal para que estas informações sejam respondidas, porque não distinguir o vereador independente de ele pertencer ao bloco de situação ou oposição com o mesmo tratamento?! Então foi uma interpretação “draconiana” [severa] da Procuradoria da Prefeitura de Manaus.

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