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    Home»Amazônia»Pesquisas indicam denso povoamento na Bacia Amazônica pré-hispânica
    Amazônia

    Pesquisas indicam denso povoamento na Bacia Amazônica pré-hispânica

    12 de junho de 2022
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    Assentamentos de até 1.500 anos atrás na Amazônia indicam sociedades complexas e desmentem mito de que habitantes eram meros caçadores e coletores numa selva intocada antes da chegada dos conquistadores europeus. Às vezes, a história tem que ser reescrita: até alguns anos atrás, as pesquisas supunham que os habitantes da Bacia Amazônica na época pré-hispânica percorriam a densa vegetação em pequenos grupos como caçadores e coletores, sem exercer muita influência sobre seu meio ambiente. Mas isso foi um equívoco.

    Usando uma nova tecnologia de mapeamento a laser, chamada Lidar, pesquisadores da Alemanha e do Reino Unido mostram que grandes assentamentos surgiram da vasta planície no sudoeste da Bacia Amazônica, mesmo antes da chegada dos conquistadores espanhóis.

    @kleiton.renzo

    No centro de um dos assentamentos, havia até uma pirâmide de terra de 22 metros de altura em um terraço de 22 hectares, construído artificialmente, com quase 4 metros de altura. Os assentamentos nas terras baixas bolivianas de Llanos de Mojos eram cercados por fortificações defensivas maciças e conectados uns aos outros por quilômetros de vias de acesso à prova de enchentes.

    Área foi considerada desabitada

    Os “assentamentos incrivelmente complexos” foram descobertos por uma equipe de arqueólogos liderada por Heiko Prümers, do Instituto Alemão de Arqueologia. Os resultados foram publicados recentemente na revista científica Nature.

    Segundo Prümers, o fator decisivo é onde exatamente esses grandes assentamentos foram encontrados, pois eles refutam a doutrina atual: “Estamos aqui em uma área marginal da Amazônia, em uma zona considerada relativamente desabitada pela ciência há pelo menos 50 anos. E quando de repente você encontra grandes assentamentos cobrindo mais de 100 hectares é claro que é sensacional”, disse o arqueólogo em entrevista à DW.

    Leia mais no site da IstoÉ

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