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    Home»Brasil»Homofobia: STF torna réu ex-deputado federal Roberto Jefferson
    Escândalo do "Mensalão": com o olho esquerdo roxo e um corte no rosto, resultado de um acidente doméstico, o deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) prestou depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, que investiga corrupção na ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos), mas apura também o suposto "mensalão" pelo qual o PT pagaria por apoio a parlamentares governistas no Congresso, e fez novas investidas contra o PT e o governo, no Senado, em Brasília (DF). O deputado afirmou que o esquema do "mensalão" continuou "até há pouco tempo". Ele não especificou se o suposto pagamento a deputados se manteve após suas denúncias, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, no dia 6 de junho. (Brasília, DF, 30.06.2005. 16h20. Foto de Alan Marques/Folhapress. Digital)
    Brasil

    Homofobia: STF torna réu ex-deputado federal Roberto Jefferson

    25 de junho de 2022
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    Por 9 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) tornou o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) réu pelos crimes de homofobia, calúnia e incitação ao crime de dano contra patrimônio público.

    Além disso, os ministros decidiram enviar o caso para a Justiça Federal de Brasília, já que Jefferson não tem prerrogativa de foro de função.

    @kleiton.renzo
    A análise do caso aconteceu pelo plenário virtual do Supremo (modalidade de julgamento em que os ministros registram seus votos no sistema do STF, sem uma sessão para a leitura individual de cada voto).
    O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, votou pelo recebimento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Os ministros Gilmar Mendes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber e Luiz Fux acompanharam o relator.

    Os dois ministros indicados por Bolsonaro ao STF, Nunes Marques e André Mendonça, votaram para que a denúncia da PGR seja enviada à Justiça Federal do DF e seja analisada lá.

    A PGR lista declarações do ex-deputado e afirma que ele praticou crimes previstos no Código Penal, na Lei de Segurança Nacional e na lei que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.

    Segundo Moraes, Jefferson teve uma conduta “fortemente contra o Estado Democrático, possuindo brutal potencial lesivo às instituições democráticas, pois tiveram ‘o intuito de tentar impedir o livre exercício do Poder Legislativo’”.

    *Fonte: CNN Brasil

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