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    Home»Amazônia»Governos do arco de devastação da Amazônia vão à COP27 em busca de recursos e alinhamento a Lula
    Amazônia

    Governos do arco de devastação da Amazônia vão à COP27 em busca de recursos e alinhamento a Lula

    9 de novembro de 2022
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    Os governos de Amazonas, Acre e Rondônia vão à COP27, conferência do clima da ONU, atrás de recursos internacionais atrelados a redução de desmatamento e de emissões de carbono, apesar de a região –conhecida como Amacro– ter se constituído um dos principais arcos de devastação da Amazônia.

    Os governadores dos três estados são bolsonaristas e foram reeleitos em outubro. As administrações locais têm plataformas de flexibilização da fiscalização e do licenciamento ambiental e de incentivo à produção na região, em alinhamento à política do governo Jair Bolsonaro (PL) adotada ao longo dos quatro anos de mandato.

    @kleiton.renzo
    Montes de árvores são queimados em área desmatada às margens da rodovia Transamazônica no trecho entre Lábrea e Humaitá, no sul do Amazonas
    Montes de árvores são queimados em área desmatada às margens da rodovia Transamazônica no trecho entre Lábrea e Humaitá, no sul do Amazonas – Lalo de Almeida – 4.set.22/Folhapress

    Com a derrota de Bolsonaro nas urnas e a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que promete retomar políticas de fiscalização e de repressão à exploração ilegal de madeira e ouro, por exemplo, os governos da Amacro buscam um realinhamento.

    A tentativa de aproximação com o presidente eleito se dará na própria COP27. Convidado pela conferência, Lula deve estar presente no Egito a partir do próximo dia 14. No mesmo dia, governadores de toda a Amazônia Legal devem dar uma entrevista coletiva para detalhar os planos das administrações locais para a região.

    Esses governadores entregarão a Lula um detalhamento dos planos, conforme previsto. O governador reeleito do Pará, Helder Barbalho (MDB), vem buscando protagonismo no movimento dos governadores da Amazônia em direção ao presidente eleito, até pelo alinhamento com o petista desde a eleição.

    O movimento inclui governadores que estiveram ao lado de Bolsonaro desde o início da gestão do atual presidente —que foi o mais votado, por exemplo, no Acre e em Rondônia, com mais de 70% dos votos válidos no segundo turno. O entendimento é que os estados dependem de recursos e de políticas do governo federal, o que obrigaria o alinhamento a Lula.

    Tanto o governador reeleito do Acre, Gladson Cameli (PP), quanto o de Rondônia, Marcos Rocha (União Brasil), vão a Sharm el-Sheikh, no Egito, para a COP27. O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), decidiu não ir e será representado pelo secretário de Meio Ambiente, Eduardo Taveira.

    O desmatamento da Amazônia nesses três estados teve um aumento expressivo nos últimos anos.

    No Acre, a devastação foi de 2.259 km2 de 2019 a 2021, mais do que o dobro do que o registrado nos três anos anteriores, segundo dados oficiais do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Em Rondônia, em três anos, foram 4.358 km2, um aumento de 18%. E no Amazonas, especialmente no sul do estado, o desmate foi de 5.140 km2 em três anos, aumento de 67,7%.

    Desmatamento da floresta amazônica dispara no governo BolsonaroFiscais do Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) são escoltados por policiais militares e vistoriam desmatamento recente no município de Apuí, no sul do Amazonas. Desmatamento tem adentrado o estado, que possuí trechos contínuos do bioma muito preservados. Tido como "coração da Amazônia", desmate no Amazonas preocupa pesquisadores

    Fiscais do Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) são escoltados por policiais militares e vistoriam desmatamento recente no mu Lalo de Almeida/Lalo de Almeida/Folhapress

    Pará e Mato Grosso seguem liderando os índices de desmatamento, levando em conta os dados oficiais de 2019 a 2021, mas passaram a ser seguidos mais de perto por Amazonas, Rondônia e Acre.

    “O Acre permanecerá com a mesma postura: sem radicalismos, com respeito à legislação ambiental e apoio para o desenvolvimento e geração de empregos”, afirma o governador do estado, em entrevista à Folha por escrito. “Nosso estado ainda precisa contar com um forte apoio do governo federal.”

    Segundo Cameli, o Acre tem um sistema de incentivos a serviços ambientais, que busca recursos para financiamento de políticas climáticas e desenvolvimento sustentável.

    “Temos projetos de pecuária sustentável, apoio aos povos indígenas, produção familiar e atividades extrativistas legalizadas”, diz o governador. Isso será usado na COP27 para buscar recursos internacionais.

    Mesmo com a derrota de Bolsonaro nas urnas, o governador faz acenos ao presidente. Cameli afirma que o atual governo é um “grande parceiro” no desenvolvimento da região Norte.

    Questionado se concorda com a promessa de Lula de dar fim a garimpos em terras indígenas, zerar o desmatamento na Amazônia e reaproveitar áreas já abertas para a pecuária, o governador do Acre diz ser “favorável a uma política de diálogo aberta, ampla e plena entre os governos estadual, federal e a população”.

    “Em nosso estado, temos tido bons resultados aumentando o rebanho utilizando apenas as áreas já disponíveis, sem desmatar para isso”, afirma. “Sou a favor de uma visão realista, produtiva e moderna para a Amazônia.”

    O governo do Amazonas vai buscar financiamentos internacionais para atividades de baixo carbono até por uma questão de justiça climática, segundo o secretário Taveira. Um sistema de mercado de crédito de carbono no estado será lançado durante a COP27, disse ele.

    Taveira diz que o Amazonas intensificará relações bilaterais com Alemanha e Noruega, países financiadores do Fundo Amazônia, congelado no governo Bolsonaro. Após a eleição de Lula, os dois países já sinalizaram o destravamento de recursos.

    “A retomada do Fundo Amazônia é uma demanda de todos os governadores da região desde 2019. As cartas do consórcio demonstram isso”, afirma o secretário.

    O governo local planeja prosseguir com “diminuição de burocracias” em licenciamentos ambientais, o que inclui atividades de baixo carbono.

    O que ocorre no sul do estado, com explosão de áreas desmatadas e degradadas, tem relação principalmente com áreas federais, e não com áreas estaduais, diz Taveira. Ele admite, porém, que a ausência do Estado e da fiscalização amplia a ocupação ilegal da terra, com avanço de grileiros.

    “Temos dependência grande da União, então há um alinhamento natural”, afirma o secretário do Amazonas.

    “Esperamos que o governo Lula escute os governos locais. Os problemas não se resolvem apenas cercando áreas de floresta. Na COP27, nossas urgências são reduzir emissões, manter a floresta em pé e buscar financiamento a atividades de baixo carbono para redução da pobreza.”

    Fonte: Folha de São Paulo

     

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