(Foto: Reprodução/Facebook)
MANAUS – O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) abriu um inquérito civil para apurar denúncias de arbitrariedade e abuso de poder contra o presidente da Câmara Municipal de Tabatinga (a 1.106 quilômetros da capital), o vereador Paulo César Bardales (PROS). A informação está no Diário Oficial do órgão do último dia 7.
De acordo com o documento que instaurou a investigação, foram relatados ao MP graves fatos por vereadores do Parlamento Municipal da cidade, que apontam para uma possível “arbitrariedade e abuso de poder” por parte de Paulo, que atualmente comanda a Casa Legislativa.
A denúncia contra o parlamentar foi relatada ao órgão nos dias 1° e 3 de novembro. Com base nas informações, o Ministério Público resolveu instaurar o inquérito, que está sob o n° 205.2022.000045, com a finalidade de “buscar mais elementos de convicção acerca do fato” para que se “possa deliberar sobre a propositura de ação judicial”.
O inquérito solicita informações ao próprio denunciado sobre os fatos alegados pelos seus colegas de Parlamento e pede que ele apresente as mídias das sessões relatadas na denúncia, no prazo de 48 horas.
A publicação é assinada pela promotora de Justiça, Fábia Melo Barbosa de Oliveira.
Polêmicas
Paulo já teve o nome envolvido em outras polêmicas desde quando assumiu a presidência no Legislativo do município.
Em julho do ano passado, moradores de Tabatinga fizeram um protesto contra a corrupção. O ato também teve o objetivo de mostrar que a população aprovava a Operação Maguta, deflagrada pela Polícia Federal, realizada no mesmo mês na cidade.
Durante a manifestação, que era contra a legalização de terras, urbanas, nepotismo e pedia a abertura de uma CPI do Fundeb e Saúde, os moradores também manifestaram contra atos do presidente da Câmara, como o afastamento das vereadoras Marcela Tenório e Arlinda Araújo, bem como pedido de investigação e cassação dos mandatos das parlamentares, feito pelo vereador.
As vereadoras afirmaram, durante o ato público, que estavam sendo perseguidas pelo chefe do Legislativo da cidade.
Na época, Bardales afirmou, por meio de nota, que uma das vereadoras estava sob suspeita de práticas criminosas e a outra teria desobedecido à Lei Orgânica do município.
Já no último dia 25 de outubro, segundo a PF, foram encontrados com Paulo uma quantia de R$ 25 mil e material de propaganda.
Defesa
O Portal AM1 entrou em contato com a assessoria do parlamentar a fim de obter um posicionamento sobre o assunto e foi informado que as respostas solicitadas pelo MP – ao vereador – já foram enviadas ao órgão.
Ainda por meio da assessoria, o parlamentar afirmou que a conclusão do inquérito será a melhor resposta.
Fonte: Portal AM1


