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    Home»Amazônia»Açaí e trégua do novo governo federal é aposta do modelo Zona Franca de Manaus
    Amazônia

    Açaí e trégua do novo governo federal é aposta do modelo Zona Franca de Manaus

    27 de novembro de 2022
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    No início do próximo ano, 26 trabalhadores vão embarcar em uma balsa-fábrica de açaí rumo ao interior da Amazônia. O investimento de R$ 30 milhões é uma das iniciativas que buscam suprir uma lacuna: explorar potencialidades locais e levar os incentivos da Zona Franca de Manaus para outras partes da região.

    Em uma viagem de até dois meses e meio, a Bertolini Amazon Treasure prevê contratar mais 20 trabalhadores temporários em cada parada. Em um ano de operação, deve desembolsar R$ 9 milhões na compra de frutos colhidos por comunidades distantes do grande polo industrial criado há mais de 50 anos.

    @kleiton.renzo

    O projeto só se tornou possível por ser financiado por uma grande empresa de logística da região.

    Irradiar os incentivos da Zona Franca para outras partes da Amazônia, explorar potencialidades regionais e internacionalizar a indústria local. Esses são alguns dos objetivos traçados no documento que prorrogou até 2073 os benefícios fiscais da região.
    Também no início de 2023, a Moto Honda, empresa que está há 46 anos na região, vai concluir um novo ciclo de investimento, de R$ 500 milhões, para modernização e ampliação da planta que produz mais de 5.000 motocicletas por dia.

    São 7.000 funcionários e diversos robôs que transformam chapas de aço e produzem praticamente todas as peças dos veículos que saem da fábrica, o que inclui também itens plásticos e estofamento.

    Para a fábrica de açaí que segue rumo ao interior, os rios da Amazônia são o único caminho para chegar à matéria-prima. Para a montadora japonesa, a navegação em balsas a oeste é a única forma de escoar a produção de quase 1 milhão de motos por ano.

    Criada por um decreto de 1967, durante o governo Castello Branco, a Zona Franca surgiu como área de livre comércio e de incentivos fiscais especiais, com objetivo de gerar um centro industrial, comercial e agropecuário no interior da região amazônica.

    Após mais de meio século e de bilhões em incentivos fiscais anuais, Manaus continua a ser uma ilha no meio da floresta, com 2,2 milhões de habitantes. Para que a produção de motos, televisores, celulares —três produtos que respondem por 40% do faturamento do polo— e outros bens chegue aos mercados consumidores é preciso contar com aeronaves e, principalmente, balsas que navegam até Belém (PA), onde é possível acessar portos e rodovias.

    A região conta hoje com incentivos fiscais federais de R$ 25 bilhões/ano relativos a impostos de importação e exportação, IPI (produção) e PIS/Cofins, além do benefício estadual do ICMS. São esses recursos que tentam compensar o isolamento geográfico e econômico e atrair empresas de ponta e centros de pesquisa.

    Estão lá empresas como Samsung, LG, BMW Motos, Yamaha, Midea Carrier e Whirlpool.

    A região também abriga a única fábrica de concentrados para bebidas da Coca-Cola no Brasil e 15 empresas que formam o segundo maior polo fabricante de aparelhos de ar-condicionado no mundo, atrás da China.

    A maior parte das empresas da região trabalha com a transformação de insumos, vindos do exterior ou de outros locais do país, em produtos de alta tecnologia. Os setores de bens de informática, eletroeletrônicos e duas rodas representam 62% do faturamento do Polo Industrial de Manaus, que cresceu 32% em 2021, após avançar 15% no primeiro ano da pandemia.

    Para aqueles que estão na região, a Zona Franca representa um modelo de desenvolvimento econômico de sucesso, que contribuiu para garantir a integralidade do território nacional e a conservação da floresta —apesar dos custos e das dificuldades logísticas. Há inúmeros estudos sobre o tema, capazes de confirmar ou contestar a tese.

    Um trabalho coordenado pelo pesquisador da FGV Márcio Holland, com apoio da indústria local, mostra que, para um benefício tributário de R$ 250 mil/ano por trabalhador, é gerado um salário de R$ 56 mil/ano. Quando se consideram também empregos indiretos e é descontada a arrecadação do polo, o custo cai para R$ 24 mil/ano por trabalhador. Nesse caso, o governo federal contribui para bancar 42% da folha de pagamento.

    Leia a matéria completa no site da Folha de S. Paulo.

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