O município de Coari (a 363 quilômetros de Manaus) será investigado pelo Ministério Público Federal no Amazonas (MPF-AM), por suposta sonegação de contribuição previdenciária, referente ao ano de 2017. Nessa época a Prefeitura da cidade era comandada por Adail Filho (Republicanos), que atualmente é deputado federal eleito.
As informações sobre a apuração, que se trata de um Inquérito Civil, podem ser consultadas no Diário Oficial do MPF, dessa quarta-feira (30), disponibilizado no site do órgão. A portaria é a de n° 14/2021.
De acordo com a publicação, o processo era apenas um procedimento, sob o n° 1.13.002.000015/2022-68, mas o prazo para a tramitação do mesmo chegou a final e, por isso foi convertido em inquérito civil, uma vez que o MPF ainda não concluiu a instrução do caso, ou seja, não obtém as informações necessárias para finalizar o processo.
Ainda segundo o documento, a falta de pagamento das contribuições devidas no calendário de 2017 constam em ‘Representação Fiscal para Fins Penais n° 10823.726666/2021-89’. A portaria é do dia 25 de novembro e foi assinada pelo procurador da República, Thiago Pinheiro Correa.

Família Pinheiro
Na época da ilegalidade, o município de Coari era comandado pelo atual deputado federal eleito, Adail Filho, que foi eleito para o mandato de 2017 a 2020.
Na eleição seguinte, realizada em 2020, Adail foi reeleito junto com o atual prefeito da cidade, Keitton Pinheiro, que na época era o vice, mas tiveram suas candidaturas cassadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
A cassação se deu em razão da recorrente gestão da família Pinheiro no Executivo Municipal. Para o Tribunal, um grupo familiar não poderia exercer mais de dois mandatos seguidos e o mandato era o terceiro consecutivo do clã Pinheiro.
Resposta
A reportagem do AM1 entrou em contato com o político, por meio da sua assessoria de comunicação, que disse “desconhecer o conteúdo do referido inquérito civil”. A assessoria sugeriu ainda, procurarmos a Procuradoria da Prefeitura de Coari, afirmando ter certeza que os fatos apresentados no processo serão “elucidados e justificados”.


