Manaus – Iniciam nesta segunda (20), em Tabatinga, as audiências para decidir sobre a ida ou não dos suspeitos dos assassinatos do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista brasileiro Bruno Pereira a júri popular. Nesse início do processo, na cidade amazonense distante 1.107 quilômetros de Manaus, serão ouvidas quatro testemunhas.
Pelo menos oito pessoas foram colocadas sob suspeita, por possível participação nos homicídios e na ocultação dos cadáveres. No final de outubro de 2022, o suposto mandante do assassinato, o colombiano Rubens Villar Pereira, foi posto em liberdade provisória após pagar fiança de R$ 15 mil.
Segundo a Superintendência da Polícia Federal no Amazonas, Pereira, também conhecido como Colômbia, foi para prisão domiciliar em Manaus e está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. Devido às dificuldades de acesso à internet no interior do estado, ele foi solto sob a condição de permanecer na capital amazonense.
Permanecem presos, desde junho de 2022, os suspeitos Amarildo da Costa Oliveira, Oseney Costa de Oliveira e Jeferson da Silva Lima.
Assassinatos
O correspondente do The Guardian e o indigenista foram executados em junho de 2022. Eles articulavam um trabalho conjunto para denunciar crimes socioambientais na região do Vale do Javari, onde há a maior concentração de povos isolados e de contato recente do mundo.
Dom Phillips pretendia, inclusive, publicar um livro sobre as questões que afetam o território e fazia apurações das informações, na época. Na Terra Indígena Vale do Javari, encontram-se 64 aldeias de 26 povos e cerca de 6,3 mil pessoas.
Via Agência AM1


