Único chefe de executivo estadual do Brasil a participar do evento promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque, o governador do Amazonas, Wilson Lima, enfatizou a necessidade de obter apoio para ações de enfrentamento a poluições de igarapés, um problema crítico em Manaus e que também vem crescendo no interior.
“O estado do Amazonas está aqui para ouvir, para aprender e também para compartilhar o que a gente tem construído no estado para preservar essas fontes hídricas e também garantir o acesso de água potável, principalmente às comunidades isoladas”, resumiu o governador.
O evento ocorreu de quarta (22) a sexta-feira (24), em Nova Iorque, com apoio dos governos da Holanda e do Tadjiquistão. Na Conferência da ONU, a delegação brasileira também contou com a participação do titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Amazonas (SEMA), Eduardo Taveira; e do secretário-chefe da Casa Civil do Amazonas, Flávio Antony Filho.

Durante o evento, Wilson Lima participou em painéis sobre a Agenda 2030; visitou os espaços da ONU que apresentam os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS); fez análises sobre o papel do Brasil na gestão hídrica mundial; trabalhou o alinhamento de novas parcerias e a definição da visita de uma equipe da agência da ONU a Manaus (AM), para o ano de 2023, ainda sem data definida. Houve ainda a apresentação das ações do Governo do Estado Amazonas voltadas à gestão hídrica; e a apresentação do projeto Escola da Floresta, que terá a primeira unidade construída em São Sebastião do Uatumã (AM), com um modelo sustentável voltado à educação ambiental.
“A nossa vinda aqui é importante para estreitar relação com organismos que tratam dessa questão da água e que também dão suporte tecnológico e financeiro. A gente tem algumas parcerias importantes com a Unicef, com a Agência Nacional de Água e outras instituições. Então, esse é um momento importante para a realização dessas reuniões paralelas e desses entendimentos para que a gente possa ir construindo caminhos para que a gente possa ter suporte e apoio dessas instituições”, explicou o governador do Amazonas.
*Projetos: Água Boa e Salta Z*
Ainda durante o evento, o governador do Amazonas Wilson Lima, apresentou os projetos “Água Boa” e Salta Z, coordenados e executado pela Cosama e Defesa Civil. Ambos já levaram água potável ao interior para mais de 130 mil amazonenses em 50 municípios, com um investimento de R$ 13,5 milhões.
Entre outros avanços estão a parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e com a Agência Nacional de Água (ANA), além da elaboração do Plano Estadual de Recursos Hídricos, e da criação do primeiro Plano de Bacias, orientando a gestão da Bacia Hidrográfica do Tarumã-Açu, na capital do Amazonas.
“Se fala muito também, e hoje esse foi o ponto principal, em debater a questão da água e das mudanças climáticas, em especial porque as mudanças climáticas impactam, primeiro, as populações mais pobres como ribeirinhos, indígenas, as populações do interior. Então, programar políticas públicas, recursos financeiros, para levar água boa para as comunidades é a grande meta e o objetivo que o governador tem liderado aqui na agenda da ONU”, avaliou o secretário da Sema, Eduardo Taveira.


