A passagem segura para pedestres na movimentada avenida Torquato Tapajós, na zona Centro-Oeste de Manaus, continua em xeque mais de um ano após o acidente que destruiu a passarela local. Em decisão publicada no Diário Oficial do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) na última quinta-feira (7/8), o órgão cobrou da Prefeitura de Manaus um cronograma claro para a reconstrução da estrutura.
A passarela foi interditada após uma carreta colidir contra sua estrutura no dia 6 de julho de 2024, deixando milhares de pedestres sem alternativa segura para atravessar a avenida ou acessar a estação de ônibus localizada no canteiro central. Desde então, a travessia vem sendo feita por uma faixa provisória instalada no local, considerada insuficiente para o intenso fluxo de pessoas.
Para o promotor Lauro Tavares, responsável pela ação do MP-AM, “é de extrema urgência uma nova estrutura para atender o intenso fluxo de pedestres” e garantir segurança e fluidez no trânsito da região.
A decisão determina que a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) apresente detalhes e prazos das obras, caso existam, em resposta à fiscalização do órgão.
Demolição e reconstrução
No último domingo, a Prefeitura de Manaus iniciou a demolição da estrutura remanescente da antiga passarela, preparando o terreno para a reconstrução. Segundo a administração municipal, a obra custará R$ 2,7 milhões e prevê uma passarela mais alta, com 5,50 metros — um metro a mais que a anterior.
A nova estrutura será pré-fabricada, buscando atender aos requisitos de segurança e acessibilidade para o elevado número de pedestres que circulam diariamente pela região.


