Um artigo da advogada Inory Kanamari*, publicado pela Cenarium, analisa a decisão do Conselho Federal da OAB que, para ela, executou manobras para manter um sistema de privilégios e exclusão, que refletirá diretamente na definição do Quinto Constitucional no Amazonas, na tentativa de prejudicar a entrada de novos nomes como do advogado Flávio Antony.
(*) Inory Kanamari é a primeira advogada indígena do povo Kanamari e uma das vozes mais relevantes na defesa dos direitos dos povos originários. Palestrante com mais de 50 apresentações no Brasil e no exterior, já integrou comissões da OAB-AM e do Conselho Federal da OAB, e atualmente é membra consultora da OAB-RJ (2025-2027). Atuou como consultora no projeto do CNJ que traduziu a Constituição Federal para a lingua Nheengatu e foi professora convidada da Escola de Verão da Universidade Metropolitana de Toronto, no Canadá, em parceria com a Participedia.
No artigo, a advogada destaca que a OAB virou um “negócio de família” e que a tentativa da Ordem Nacional de uma impugnar a candidatura do advogado Flavio Antony ocorre por medo.
“Sim, medo de que alguém, finalmente, ouse quebrar o ciclo vicioso que transformou a advocacia em peça decorativa de um jogo sujo. Antony, ao contrário de outros, resolveu desafiar o sistema, tentando oxigenar esse ambiente saturado de privilégios. Mas, claro, não poderia ser permitido”, disse.
Confira o artigo na íntegra.