O ativista ambiental e articulador de projetos sustentáveis Matheus Garcia denunciou o abandono da obra de pavimentação da estrada que liga os municípios de Anori, Codajás e Anamã, no interior do Amazonas. A via, essencial para a mobilidade e a economia da região, teve R$ 149 milhões anunciados para sua pavimentação, mas até hoje o que se vê é lama, barro, máquinas paradas e placas enferrujando à beira da estrada.
A promessa era clara: desenvolvimento, dignidade e progresso.
A realidade enfrentada pela população é outra, isolamento, prejuízo e descaso.
São três municípios e mais de 56 mil pessoas diretamente impactadas.
A estrada é a principal rota para quem precisa trabalhar, estudar, acessar serviços básicos de saúde e escoar a produção rural. Durante o inverno amazônico, o trajeto se transforma em um verdadeiro atoleiro, colocando em risco vidas e comprometendo a economia local.
“Essa estrada não é luxo, é necessidade. Quem produz açaí, quem vive do agro, quem depende do transporte diário está sendo penalizado pela falta de compromisso com o dinheiro público”, afirma
Matheus Garcia.
Produtores rurais relatam perdas constantes. O açaí, principal fonte de renda de muitas famílias, muitas vezes não consegue chegar ao destino final por conta das condições da via. Caminhões atolam, mercadorias estragam e o prejuízo recai sempre sobre quem trabalha.
Além do impacto econômico, o abandono da obra levanta questionamentos sobre transparência, fiscalização e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos. Onde estão os R$ 149 milhões anunciados? Por que as máquinas foram retiradas?
Quem responde pelo atraso e pelo abandono da obra?
Matheus Garcia cobra respostas dos órgãos responsáveis e reforça que a população não pode continuar sendo enganada por promessas que nunca saem do papel.
“Não é só uma estrada. É o direito de ir e vir, é dignidade, é respeito com quem vive no interior do Amazonas”, conclui.
A denúncia reacende o debate sobre intraestrutura, abandono histórico e a urgência de ações concretas para garantir desenvolvimento real aos municípios do interior do Amazonas.


