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    Home»Amazonas»“É inadmissível desrespeitar instituições”, diz Wilson Lima após críticas de David Almeida à operação Erga Omnes
    O governador classificou como “inadmissível” a postura de uma autoridade municipal ao questionar o trabalho das instituições.
    Amazonas

    “É inadmissível desrespeitar instituições”, diz Wilson Lima após críticas de David Almeida à operação Erga Omnes

    25 de fevereiro de 2026
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    O governador do Amazonas, Wilson Lima (União), reagiu nesta quarta-feira (25) às declarações do prefeito de Manaus, David Almeida, sobre a operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas para combater a facção criminosa Comando Vermelho. Em entrevista coletiva, o governador classificou como “inadmissível” a postura de uma autoridade municipal ao questionar o trabalho das instituições.

    “É inaceitável, é inadmissível que alguém que ocupe um cargo de prefeito, que quer ser governador do Estado do Amazonas, desrespeite instituições como a Polícia Civil, o Ministério Público, o Judiciário. Um trabalho que é feito pelo delegado, pelos investigadores, não é resultado de fantasias ou de imaginações desses profissionais. É resultado de trabalho sério, de investigação”, declarou Wilson Lima.

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    A operação Erga Omnes foi deflagrada na última sexta-feira (13) e resultou na prisão de uma servidora da Prefeitura de Manaus que também é policial civil. Após a ação, David Almeida afirmou, em coletiva, que o governador teria conhecimento da operação desde outubro e sugeriu que a medida teria sido utilizada com viés político, com o objetivo de “sujar” seu nome.

    Ao rebater as críticas, Wilson Lima afirmou que a investigação segue os trâmites legais e envolve diferentes órgãos do sistema de Justiça. “O que foi feito não é coragem, o que foi feito é desrespeito. É desrespeito. É inacreditável que uma autoridade possa estar fazendo isso”, disse o governador.

    Ele também reforçou que não interfere em investigações sigilosas. “Quem tem autoridade para falar sobre esses processos é a Polícia Civil, é o Ministério Público e o Tribunal de Justiça. Eu não trato de investigação, principalmente com uma investigação como essa que é sigilosa”, acrescentou. Lima concluiu afirmando que eventuais questionamentos devem ser feitos na esfera judicial: “Se alguém está incomodado com isso, se há algum questionamento a fazer, que recorra à Justiça”.

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