MANAUS (AM) – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um procedimento preparatório para investigar o ex-prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), por suspeita de nepotismo envolvendo a nomeação de sete parentes em cargos públicos. A apuração foi formalizada na Portaria nº 0021/2026/70PJ, publicada no Diário Oficial Eletrônico desta segunda-feira, 6, e é conduzida pela 70ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público. O objetivo é verificar se houve ato de improbidade administrativa, com possível violação aos princípios da moralidade e da impessoalidade na gestão municipal.
De acordo com o documento, estão entre os citados Dulce Almeida, irmã do ex-prefeito, que acumulou os cargos de secretária municipal de Educação e presidente do Fundo Manaus Solidária, e Ângela Célia Sousa de Almeida, cunhada nomeada chefe de divisão educacional na Secretaria Municipal de Educação (Semed). Também aparecem Wagner Almeida e Wallace Roberto El Kebbe de Almeida, primos com funções na Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos, além de Rosa Denise Diniz Pereira e Etelvina Diniz Pereira, que ocupam cargos ligados à área social. O sobrinho Derick Almeida, nomeado para a Câmara Municipal de Manaus (CMM), completa a lista de familiares incluídos na investigação.
Como parte das diligências, o Ministério Público requisitou à Câmara Municipal documentos relacionados à nomeação de Derick Almeida, incluindo ato de nomeação, termo de posse e ficha funcional. A medida busca esclarecer se houve nepotismo cruzado ou eventual interferência do Executivo em indicações no Legislativo. David Almeida renunciou ao cargo em 31 de março, após anunciar candidatura ao Governo do Amazonas nas eleições de outubro.



