A política amazonense assistiu, nesta semana, a uma mudança de ritmo. Se a expectativa era de uma gestão transitória discreta, Roberto Cidade (União Brasil) fez o oposto. Em poucos dias, colocou o governo em movimento com decisões que atingem áreas sensíveis da administração pública.
Logo no início, enfrentou um dos temas mais delicados da educação: o impasse no plano de saúde dos profissionais da rede estadual. A solução rápida evitou uma crise maior e sinalizou capacidade de articulação e resposta imediata diante de pressões concretas.
A criação do Centro de Atenção à Juventude TEA, por exemplo, não apenas ampliou serviços, mas também sinalizou prioridade em políticas específicas. Já a posse de novos defensores públicos reforçou uma agenda institucional menos visível, mas estrutural, levando Justiça para a população do interior do Estado.
Na saúde entregou um equipamento de ponta, inédito no Estado, que vai melhorar o atendimento a pacientes internados no hospital Delphina Aziz.
No campo ético, uma decisão chamou atenção nos bastidores: a suspensão do pagamento e dos contratos com empresas ligadas à sua própria família. O gesto foi interpretado como um compromisso com a transparência logo no início da gestão.
No sábado (12), o governador interino fez uma entrega significativa: mais de 1,2 mil óculos e consultas especializadas. Além disso, optou por não acumular salários de deputado e governador, demonstrando mais uma vez efitica e respeito ao dinheiro público.
O saldo da semana não está apenas nas ações, mas no ritmo. E ritmo, em política, também comunica.


