Um grupo de 60 agentes de segurança privada que atuou durante os festejos de Santo Antônio 2026, em Borba, denunciou atraso no pagamento pelos serviços prestados e acusou a Prefeitura de Borba de descumprimento do valor acordado inicialmente. A denúncia, que circula nas redes sociais e em aplicativos de mensagens, coloca a gestão do prefeito Toco Santana (Republicanos) sob nova pressão.
Segundo o documento assinado pelos trabalhadores, os agentes foram contratados para atuar entre os dias 31 de maio e 13 de junho, durante os 14 dias de festividades. De acordo com a denúncia, o valor inicialmente combinado foi de R$ 150 por dia por agente, sendo posteriormente reduzido, com a concordância dos profissionais, para R$ 100 por dia, sob a justificativa de viabilizar a realização do evento.
No entanto, os trabalhadores afirmam que, até esta segunda-feira (16), nenhum pagamento havia sido efetuado. Além do atraso, eles relatam que receberam a informação de que a Prefeitura pagaria apenas R$ 60 por dia, valor considerado abaixo do que havia sido acordado.
No documento, os seguranças exigem o pagamento integral de R$ 100 por diária, referente aos 14 dias de trabalho, e estipulam um prazo de 48 horas para que a situação seja resolvida. Caso contrário, afirmam que irão formalizar denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho, ao Ministério Público do Estado do Amazonas e à Delegacia Regional do Trabalho por possível descumprimento contratual e retenção salarial.
“Ficamos à disposição para diálogo, mas exigimos respeito ao nosso direito e ao trabalho realizado”, diz trecho da manifestação.
A reportagem entrou em contato com o prefeito Toco Santana e com a Prefeitura de Borba para solicitar esclarecimentos sobre as denúncias envolvendo os pagamentos dos profissionais de segurança, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno.



