BRASÍLIA (DF) – O ex-deputado federal Marcelo Ramos vai para a reunião com seus correligionários do Partido dos Trabalhadores (PT), nesta quinta-feira, 16, decidido a manter a pré-candidatura ao Senado e contrariar a posição da direção nacional da legenda. O encontro será às 19h, no Sindicato dos Petroleiros, em Manaus, para discutir a posição da legenda de não ter candidatura majoritária no Amazonas. A decisão de Marcelo foi comunicada aos amigos em um grupo de mensagem, na noite dessa quarta-feira, 15. Conforme o comunicado, ele diz que, depois de pensar muito, chegou à conclusão de que o correto é manter a candidatura ao Senado e, se a nacional quiser, que a retire formalmente após a convenção.
Na sexta-feira da semana passada, 10, Marcelo Ramos foi chamado para uma reunião com a direção nacional do PT, em Brasília, e relatou que foi informado de que o partido o comunicou da retirada de sua candidatura ao Senado e que deveria ser candidato à Câmara Federal, para ajudar os colegas de legenda nas eleições. Conforme Marcelo, a direção justificou que a mudança de planos ocorria a pedido do senador Eduardo Braga (MDB), que acha melhor a chapa de Omar Aziz (PSD) ao Governo do Amazonas ter apenas um candidato a senador, para evitar o risco de não eleger ao menos um senador do campo de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O ex-deputado discorda dessa tese. Para ele, deixar somente um candidato do campo governista é deixar aberta a outra vaga para um candidato de oposição, quando na verdade a briga tem que ser pelas duas vagas até o final. Ele também defende que o PT precisa de alguém que defenda com veemência as realizações de Lula, na campanha eleitoral, diante dos ataques da direita.
Outra situação que deixou os petistas do Amazonas insatisfeitos é a forma como estão sendo tratados pela chapa governista, que marcou a convenção conjunta, no próximo dia 25, no Clube do Trabalhador, sem a presença do PT. Pesa ainda o fato de os dois candidatos terem optado por uma chapa puro sangue. Para vice de Omar Aziz deve ser indicado um nome do seu próprio partido, o PSD. Em relação a Braga, o primeiro e segundo suplentes também serão do MDB. Uma das alegações dentro da negociação é de que, caso Omar seja eleito governador, o PT já vai herdar uma vaga no Senado, com ex-vereadora de Itacoatiara Cheila Moreira, sua primeira suplente. Com isso, a legenda de Lula no Amazonas ficaria apenas com o papel de chancelar o apoio a Omar e Braga e ceder o tempo TV para a propaganda eleitoral gratuita.

