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    Home»Amazonas»Alberto Neto e Wilson Lima defendem castração química para estupradores
    Castração
    Alberto Neto e Wilson Lima defendem a castração química para condenados por estupro e abuso sexual na disputa pelo Senado no Amazonas. (Foto/Divulgação)
    Amazonas

    Alberto Neto e Wilson Lima defendem castração química para estupradores

    1 de setembro de 2026
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    A disputa pelas duas vagas do Amazonas no Senado colocou Capitão Alberto Neto (PL) e Wilson Lima (União Progressista) em campos eleitorais próximos também quando o assunto é segurança pública. Os dois candidatos defendem a adoção da castração química para condenados por estupro e abuso sexual, uma das pautas de endurecimento penal historicamente associadas à Direita brasileira.

    Embora concorram diretamente pelo voto do eleitor amazonense, Alberto e Wilson apresentam um discurso semelhante: criminosos sexuais, especialmente aqueles que atacam crianças e adolescentes, precisam enfrentar punições mais duras e mecanismos que reduzam o risco de reincidência.

    @kleitonrenzo

    A diferença está no estágio de atuação de cada um.

    Alberto Neto já possui participação legislativa concreta no debate. Como deputado federal, foi relator, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, de uma proposta que condiciona a progressão de regime ou a concessão da liberdade condicional à aceitação voluntária do tratamento químico-hormonal destinado à redução da libido.

    O texto relatado pelo parlamentar amazonense também prevê o aumento das penas para estupro, estupro de vulnerável e outros crimes contra a dignidade sexual. A proposta foi aprovada pela CCJ da Câmara em 2025 e ainda depende da conclusão de sua tramitação no Congresso.

    Alberto sustenta que a medida não representa vingança, mas uma forma de proteger a sociedade e impedir que condenados voltem às ruas sem qualquer mecanismo adicional de controle.

    “Castração química é justiça, não vingança” tornou-se uma das bandeiras defendidas pelo candidato do PL, que pretende dar continuidade ao projeto caso seja eleito senador.

    Wilson Lima também assumiu publicamente a defesa da castração química para condenados por estupro, principalmente nos crimes praticados contra crianças e adolescentes.

    O ex-governador afirma que pretende usar um eventual mandato no Senado para endurecer a legislação penal e combater aquilo que considera uma estrutura jurídica excessivamente favorável à reincidência e à impunidade.

    “A castração química é uma bandeira que eu defendo e quero lutar lá em Brasília”, declarou Wilson ao apresentar sua posição sobre o tema.

    A manifestação coloca o candidato da União Progressista na mesma direção defendida por Alberto Neto: penas maiores, menos benefícios para criminosos perigosos e maior proteção às vítimas e às famílias.

    A convergência entre Alberto e Wilson mostra que, apesar da disputa eleitoral, os dois candidatos procuram ocupar o mesmo campo ideológico em uma pauta sensível para o eleitorado conservador.

    O endurecimento das penas, a restrição dos benefícios concedidos a condenados e a castração química de criminosos sexuais estão entre as propostas que ganharam força entre parlamentares e lideranças da Direita nos últimos anos.

    A Câmara dos Deputados, inclusive, já aprovou outro projeto que prevê a castração química de condenados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes. O texto foi encaminhado ao Senado, demonstrando que a discussão deixou de ser apenas uma promessa eleitoral e passou a integrar efetivamente a agenda legislativa nacional.

    No Amazonas, Alberto Neto e Wilson Lima transformam essa bandeira em um ponto de convergência. Ambos defendem que estupradores e abusadores sejam submetidos a consequências mais severas e que a legislação coloque a proteção das vítimas acima dos benefícios concedidos aos criminosos.

    Na disputa pelo Senado, os dois podem concorrer pelos mesmos votos. Mas, quando o assunto é a punição aos autores de crimes sexuais, Alberto e Wilson apresentam uma mensagem praticamente uníssona: a Direita quer leis mais duras e castração química para estupradores.

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