Os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Eduardo Braga (MDB) finalmente assinaram o pedido para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o escândalo do Banco Master — mas, convenhamos, foram empurrados até a beirada. A decisão saiu depois que redes sociais transformaram os parlamentares em alvo principal das cobranças, escancarando a resistência inicial dos dois senadores amazonenses.
Até o final de 2025, Aziz e Braga eram os únicos representantes do Amazonas no Senado que ainda não tinham manifestado apoio a investigação. O constrangimento só cresceu quando o senador Plínio Valério (PSDB) apareceu como o único da bancada a assinar o requerimento sem precisar de pressão externa.
sua assinatura foi datado na última terça-feira, 6 de janeiro, e formaliza a adesão ao pedido de criação da CPI.
Eduardo Braga por meio de sua assessoria afirmou que assinou na última sexta-feira (9) o requerimento para a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) de autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) destinada a investigar denúncias de fraudes financeiras no Banco Master.
Não assinou o requerimento principal
Aziz evitou endossar o pedido que mobilizava a maior parte do Congresso — o protocolo puxado pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ). O texto já reunia assinaturas suficientes e tinha clara força política.
Ao invés disso, preferiu embarcar em um requerimento praticamente idêntico, mas apresentado pelo senador Eduardo Girão (NOVO). Na prática, o conteúdo é o mesmo. No jogo político, no entanto, o movimento soa como tentativa de distanciar sua imagem de adversários e manter alinhamento interno no Senado.
O documento justifica a investigação de crimes financeiros, manipulação de ativos, gestão temerária e até possível envolvimento de organizações criminosas. O caso Banco Master abalou Brasília, com suspeitas de uso irregular de instituição financeira e operações bilionárias em prejuízo de cofres públicos e privados.
O que está em jogo na CPMI do Banco Master
A proposta de CPMI ganhou tração após reportagens indicarem possíveis conexões sensíveis envolvendo o Banco Master. Uma apuração do jornal O Globo revelou que Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, manteve contrato com a instituição financeira no valor de R$ 3,6 milhões mensais por três anos. A mesma reportagem apontou encontros do magistrado com o presidente do Banco Central supostamente para tratar de temas relacionados ao banco.
Essas informações ampliaram a pressão por uma investigação parlamentar, ainda que as apurações estejam em curso e não haja conclusões definitivas. Para críticos, a CPMI serviria para esclarecer fatos e reforçar a transparência institucional. Para defensores da cautela, o tema exige responsabilidade e respeito ao devido processo legal. O problema, segundo os internautas, é o silêncio.


