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    Home»Amazonas»Aterro em Iranduba vai destruir 74 nascentes de rios, diz topógrafo
    Amazonas

    Aterro em Iranduba vai destruir 74 nascentes de rios, diz topógrafo

    23 de janeiro de 2023
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    Levantamento mostra locais das nascentes de rios próximo ao local do aterro (Foto: Arquivo Pessoal-Eduardo Izel)

    | POR REDAÇÃO AMAZÔNIA

    Os moradores do município de Iranduba, a 27 quilômetros de Manaus, são contra a instalação de um aterro sanitário na região, cercada por nascentes de rios. Neste domingo (22), os moradores participam da audiência pública organizada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

    @kleiton.renzo

    De autoria do Ipaam, o projeto para construção do aterro sanitário foi explicado para representantes de órgãos públicos e moradores do município. O Instituto também apresentou o relatório de impactos ambientais da estrutura. O Ipaam e a empresa Norte Ambiental, dizem que o projeto atenderá todas as normas e regulamentos determinados pela legislação para o descarte e destinação correta de resíduos.

    Porém, os moradores dizem que o empreendimento vai destruir as nascentes dos rios. “O aterro é um descaso. “A instalação vai comprometer 64 nascentes conhecidas e 13,8 mil quilômetros de igarapés com deságue no Rio Negro. Outros 16.6 mil quilômetros de Igarapés com deságue ao Rio Amazonas também serão destruídos”, disse o topógrafo Eduardo Izel.

    Para Eduardo, se fossem seguidos os ritos para a instalação do aterro, a comunidade aceitaria. “Da forma como eles querem fazer, não dá. Querem pega todo o lixo da Região Metropolitana e colocar no aterro”, disse.

    O levantamento feito pelo topógrafo mostra que a quantidade de lixo despejada no local vai poluir as 74 nascentes e prejudicar 42 comunidades, que vivem da agricultura e turismo.

    “Não é viável instalar neste local porque fica no entorno produtores, agricultores, setor de hotelaria, balneários, restaurantes serão prejudicados pela contaminação das águas”, disse Eduardo.

    O topógrafo explicou que a área fica sobre a bacia hídrica, que abastece com água as comunidades e a cadeia produtiva.

    Alternativa sugerida pelos moradores

    O professor Barroso Neto afirma que o motivo da instalação do aterro é apenas financeiro e vai beneficiar apenas a empresa privada. Segundo Neto, se fosse para beneficiar os moradores, o ideal seria criar um projeto de coleta seletiva de lixo a começar pela educação nas escolas.

    “Compreendemos que a instalação do aterro é um concentrador de renda. Toda renda do estado e do município irão para a empresa privada. Não vamos aceitar o aterro sanitário privado”, afirmou o professor.

    Barroso defende a construção de um aterro sanitário em parceria com as organizações sociais, catadores e escolas. “Queremos incluir uma disciplina de educação ambiental do município para a gente poder trabalhar com os nossos alunos dentro dessa mentalidade que o lixo tem que ser usado para melhorar a renda”, disse.

    O professor disse que acredita que a comunidade vai ser atendida e que o aterro privado não será instalado. “Vai encerar a primeira etapa de ouvir a população, e se achamos que não seremos ouvidos, a gente vai entrar na Justiça para serem realizadas mais audiências púbicas”, disse Barros ao acrescentar que a necessidade de atenção especial para o aterro de Jauari, “para estancar imediatamente o despejo de chorume no solo.”

    O chourume é o resultado da decomposição e putrefação de matéria orgânica.

    Na quarta-feira (18), um grupo de moradores contrários à construção do aterro fizeram uma manifestação na Praça do Congresso, no Centro da capital amazonense. Os manifestantes percorram a Av. Eduardo Ribeiro até a Catedral Metropolitana de Manaus.

    Procurado, o Ipaam respondeu aos questionamentos da reportagem até a publicação da matéria.

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