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    Home»Amazônia»Câmara Municipal de Santarém aceita pedido de cassação de Malaquias Mottin (PL) e vai apurar conduta
    Malaquias
    Câmara de Santarém aprovou pedido de cassação de Malaquias Mottin após episódio com carro contra manifestantes indígenas no Baixo Tapajós. (Foto/Reprodução)
    Amazônia

    Câmara Municipal de Santarém aceita pedido de cassação de Malaquias Mottin (PL) e vai apurar conduta

    11 de fevereiro de 2026
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    A Câmara Municipal de Santarém aprovou nesta terça, 10, por unanimidade o pedido de cassação do mandato do parlamentar Malaquias Mottin, do PL, após episódio ocorrido durante protestos dos indígenas do Baixo Tapajós em que Mottin avançou com seu carro contra os manifestantes, no cruzamento da avenida Tapajós com a BR-163, no domingo, 8.

    Tal conduta é grave e contrasta com o correto para um parlamentar que representa o povo, além do perigo contra mulheres, crianças e idosos que estavam no protesto. Agora, uma comissão será formada para avaliar a conduta do vereador e decidir pela cassação dele.

    @kleiton.renzo

    Ao menos três pedidos de abertura de processo administrativo disciplinar com solicitação de cassação de mandato contra o vereador Malaquias José Mottin (PL) foram protocolados na Câmara Municipal de Santarém.

    O pedido apresentado por Biga Kalahare consta no Memorando nº 007/2026 e relata que, na noite de quinta-feira (05), Malaquias Mottin teria tentado atravessar com um veículo o bloqueio realizado por indígenas, acelerando propositalmente contra um manifestante e deixando o local em seguida, o que teria colocado em risco a integridade física das pessoas que participavam do ato.

    Já a representação protocolada pelo CITA reforça a gravidade do episódio e sustenta que a conduta do parlamentar configura violência política e tentativa de intimidação contra um protesto considerado pacífico e legítimo. O conselho afirma que o ato fere não apenas o decoro parlamentar, mas também direitos constitucionais dos povos indígenas e o direito à livre manifestação.

    A mobilização indígena que ocorre há mais de duas semanas, em Santarém, tem como principal pauta a revogação do Decreto nº 12.600/2025, que autoriza concessões de hidrovias na Amazônia, incluindo o rio Tapajós.  O movimento também critica projetos e editais de dragagem associados à ampliação da logística do agronegócio, especialmente em áreas relacionadas à atuação da empresa Cargill.

    VIA TAPAJÓS DE FATO

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