A Justiça do Estado Amazonas negou o pedido de relaxamento da prisão preventiva de Mayc Vinicius Teixeira Parede, um dos suspeitos de envolvimento no homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, que ocorreu em 2019. A vítima teria sido agredida durante uma festa e retirada do local após uma briga. No dia seguinte, o corpo foi encontrado dentro de um rio, em um bairro vizinho.
A decisão do juiz George Hamilton Lins Barroso, de segunda-feira (22), afirma que “não houve qualquer mudança na situação jurídica-processual que tornasse a prisão preventiva do acusado inconveniente, inoportuna ou ilegal”, concluiu.
Além dos indícios de autoria, o crime foi cometido com grande violência contra a vítima, o que “demonstra a periculosidade do agente” o que justifica a manutenção da prisão na visão do magistrado.
Diante de um dos argumentos da defesa, relacionado à necessidade de revogação da prisão em razão da crise sanitária causada pelo novo coronavírus, o juiz afirma que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não determina imediata soltura de presos, nem mesmo daqueles que apresentem doenças pré-existentes e idades que potencializem a infecção pela covid-19.
Sobre o caso
O homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos ocorreu no dia 29 de setembro de 2019, após uma festa na casa de Alejandro Molina Valeiko, filho da ex-primeira dama, Elizabeth Valeiko. Na versão da polícia, os amigos estavam na casa de Alejandro Valeiko, bebendo e usando drogas. De repente, começou uma discussão, seguida de agressões. O engenheiro Flávio dos Santos foi esfaqueado e morreu.
Ainda de acordo com a polícia, Flávio foi encontrado morto no bairro Tarumã, na tarde de segunda-feira (30). O local onde estava o corpo fica próximo à casa de Alejandro.
De acordo com as investigações, o policial militar Elizeu da Paz de Souza, que estava lotado na Casa Militar da Prefeitura de Manaus e seria segurança de Alejandro, estava dirigindo um carro alugado pela prefeitura. A polícia diz que o PM Elizeu de Souza foi até o condomínio, colocou o corpo no carro e saiu do local.
Lutador de MMA, Mayc Parede confessou sua participação no crime ao ser preso em 2019, alegando ser o culpado pelas facadas desferidas na vítima. Ele aparece em vídeos de segurança entrando no condomínio onde ocorreu o crime.
Há pouco mais de um ano após a morte de Flávio, somente dois dos cinco réus estão presos. Mayc Paredes está em uma unidade prisional e o ex-policial militar Elizeu da Paz está no Núcleo Prisional da Polícia Militar.


