A confiança dos empresários da indústria melhorou em dezembro depois de três meses de queda. O índice medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 1,2 ponto chegando a 93,3 pontos. Onze dos 19 segmentos monitorados tiveram acréscimo.

Mas em médias móveis trimestrais a comparação ainda foi negativa em 2,1 pontos. Os economistas da FGV explicam que a melhora no final do ano se deve a um ligeiro aumento da demanda, mas não foi suficiente para recuperar as perdas sofridas ao longo de 2022.
Parte da indústria precisou lidar com a falta de insumos e com a queda na procura, o que manteve o nível de confiança baixo em todas as categorias de uso e na maior parte dos segmentos. Os empresários também estão cautelosos com relação ao futuro.
Enquanto o subindice que mede a satisfação com a situação atual cresceu 2,0 pontos, para 93,8, o Índice de Expectativas ficou praticamente estável e está em 92,8 pontos.
Apesar do setor estar mais otimista em relação à produção, houve piora nas perspectivas de emprego, que chegaram ao menor patamar desde julho de 2020. De acordo com a FGV, isso é indicativo de desaceleração das contratações nos próximos meses.


