O ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas e candidato a deputado estadual, coronel Vinicius Almeida (Podemos), manifestou-se nesta quinta-feira, 1º, após o cumprimento de mandados de busca e apreensão na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e em endereços ligados a ele, em Manaus.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Vinicius afirmou confiar na Justiça Eleitoral, destacou que deixou o comando da SSP-AM em março deste ano para disputar as eleições e declarou que, em 32 anos de serviço público, nunca foi acusado de cometer crimes. “Eu acredito muito na Justiça Eleitoral, e lá nós provaremos que nada estamos fazendo de errado”, afirmou o candidato.
Vinícius também elogiou a atuação dos agentes da Polícia Federal durante o cumprimento das buscas. Em outro trecho, o coronel relacionou a operação ao momento eleitoral e afirmou: “Se estão batendo, é porque a gente está crescendo”. A declaração foi acompanhada de um pedido de votos para sua candidatura à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
“Nunca fui acusado de nenhum crime logo não seria agora nas eleições que eu sujaria as minhas mãos de lama agora quero te falar uma outra coisa eu quero parabenizar a atuação cortês da polícia federal e dizer que eu acredito muito na Justiça Eleitoral e lá nós provaremos que nada estamos fazendo de errado porque verdadeiramente não estamos […] se estão batendo é porque a gente está crescendo e eu vou continuar trabalhando“, disse.O que diz os órgãos
O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) informou que as medidas de busca e apreensão foram requeridas pelo Ministério Público Federal (MPF), após o encaminhamento de informações por setores do próprio MP-AM.
“O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) esclarece que a medida de busca e apreensão realizada nesta quinta-feira (1º/10), em Manaus, foi requerida pelo Ministério Público Federal (MPF), após o encaminhamento de informações por setores do MPAM, conforme determina a Resolução nº 297/2024 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).A atuação do MPAM limitou-se à organização e ao auxílio na execução da operação, realizada pela Polícia Federal, sob a condução do Ministério Público Eleitoral“.
A Polícia Federal (PF) informou que participou da execução das medidas em apoio operacional à equipe responsável pela investigação. “Em relação à operação realizada nesta data, informo que a ação é de responsabilidade do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público. A Polícia Federal atuou apenas em apoio operacional à equipe responsável pela investigação e execução das medidas. Dessa forma, sugiro que eventuais solicitações de informações, esclarecimentos ou detalhes sobre o caso sejam direcionadas diretamente ao Gaeco, órgão responsável pela condução da operação“, esclareceu.
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