A CPI da Covid reuniu os senadores pela primeira vez nesta quinta-feira (29) para aprovar os nomes dos primeiros convocados, aprovar planos de trabalho e tentar falar a mesma língua. Com os senadores governistas tentando travar os trabalhos, bate-boca e questionamentos, os senadores aprovaram as convocações dos ex-ministros Henrique Mandetta, Nelson Teich, Eduardo Pazuello e do atual ministro Marcelo Queiroga. Também foi aprovada a convocação o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres,
Até a noite desta quarta-feira eram 285 requerimentos apresentados por senadores. Esses requerimentos são pedidos de convocações de membros do governo Bolsonaro, autoridades, prefeitos e até governadores. Desde o começo da reunião, até a situação de sessões virtuais ou presenciais virou motivo de desentendimento.
Apesar de ainda estar judicializada, a situação de Renan Calheiros na relatoria foi ignorada e ele já ocupa o posto e as ações. O senador Marcos Rogério contou com o apoio do senador Eduardo Girão (Podemos-CE), que também está mais próximo ao Planalto na CPI, embora se afirme independente. Mas o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e o líder do PSDB no Senado, Izalci Lucas (DF), reforçaram que a situação já foi resolvida anteriormente.
O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), criticou Marcos Rogério. “Isso é de uma falta de sensibilidade: querer discutir como vai ser um depoimento que só será na terça fazendo com que percamos tempos dessa forma. Isso não vai dar bem”, disse Renan.
O emedebista ressaltou que os senadores que defendem o funcionamento da CPI tiveram de “conquistar” a instalação dela no STF (Supremo Tribunal Federal). Afirmou ainda nunca ter visto uma “tropa de choque” do governo federal no Congresso recorrer à Justiça sobre assuntos pertinentes à comissão, em referência a questionamentos feitos por aliados de Bolsonaro quanto à sua permanência como relator.
Depois das discussões, terça-feira os senadores começam a ouvir os depoimentos. Os primeiros são Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, quarta-feira Eduardo Pazuello e quinta-feira Marcelo Queiroga.


