“A Prefeitura de Manaus atuará na área de saúde junto com o governo do Estado e o governo federal”. A declaração é do prefeito eleito, David Almeida (Avante), no primeiro dia de sua administração, acabando com o distanciamento político promovido pelo ex-prefeito Arthur Neto com o governador Wilson Lima (PSC) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
“Na segunda-feira, o Ministério da Saúde vai estar aqui e a Prefeitura de Manaus também vai participar das ações contra a pandemia. Nós vamos fazer trabalhos em parceria com o governo federal e o governo do Estado. Peço a todos que permaneçam em casa nos próximos 15 dias. A situação é gravíssima. Manaus foi a primeira cidade do Brasil a entrar em colapso na saúde pública, foi a primeira a sair e está sendo a primeira capital a voltar com esse problema. (…) A população precisa colaborar e, certamente, a prefeitura dará sua contribuição com campanhas educativas e atuará em parceria com o governo federal e estadual”, declarou David Almeida nesta sexta-feira (1º).
Segundo o último boletim epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), dos 201.013 casos confirmados no Amazonas até esta quinta-feira (31), 82.218 são de Manaus (40,90%) e 118.795 do interior do estado (59,10%). Entre pacientes em Manaus, há o registro de 3.380 óbitos confirmados em decorrência do novo coronavírus. No interior, são 61 municípios com óbitos confirmados até o momento, totalizando 1.905.
‘Hospital Nilton Lins’
David Almeida disse que no máximo, na próxima semana, o credenciamento da Prefeitura de Manaus junto ao Ministério da Saúde para ocupar o Hospital Nilton Lins com pacientes de covid-19 está concluído. “Precisamos encontrar o modelo de gestão que não traga problemas com a Lei de Responsabilidade Fiscal para a prefeitura. Todos os hospitais de campanha no Brasil deram problemas na contratação. Por isso, vamos ver a maneira legal para comprar as diárias de leitos clínicos e de UTI do Hospital Nilton Lins sem sofrer uma ação civil pública”, declarou David.
Rusgas
Desde o início do ano passado, quando a pandemia do novo coronavírus chegou ao Amazonas, a Prefeitura de Manaus, ainda na gestão Arthur Neto, não conseguiu implementar ações em conjunto com o Governo do Amazonas. Ao ponto, de na última semana, o governador Wilson Lima cobrar a fatura de Arthur publicamente ao afirmar que o prefeito “não fez uma ação sequer efetiva contra a pandemia”.
“Nós tivemos um grande problema durante a pandemia aqui na capital por conta da ausência da prefeitura. Todas as capitais brasileiras assumiram suas responsabilidades de estabelecer medidas restritivas e de recomendações, ao contrário da Prefeitura de Manaus, que não fez uma ação sequer efetiva. (…) A única coisa feita foi fechar a Ponta Negra, baixar um decreto para uso de máscara, que até hoje não houve nenhum tipo de fiscalização sendo cumprida”, disse o governador.


