Cristiane Ribeiro, 33, e Weidson Dias, 35, têm três filhos, com idades entre 3 e 8 anos, e estão em processo de separação há cinco meses. Apesar dos desafios do fim do relacionamento, a principal preocupação do ex-casal é o bem-estar das crianças. Por isso, neste sábado (22/8), eles tiveram o primeiro contato com a equipe do projeto “Conviver”, da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), durante uma manhã de atividades interativas.
A iniciativa reuniu famílias da primeira turma do projeto e aquelas que estão iniciando o acompanhamento. Pais, mães e crianças puderam trocar experiências sobre a guarda compartilhada e a manutenção dos vínculos afetivos após a separação.
Cristiane contou que a separação tem sido difícil, mas percebeu que manter o contato entre o pai e os filhos tem sido benéfico para todos.
“Eles precisam do pai presente. Eu não posso impedir isso. A gente conversou e resolveu ter uma convivência amigável. Ele vê as crianças todos os dias, saímos juntos para lanchar, passear etc. É algo importante para as crianças”, declarou.
O ex-casal buscou a Defensoria para regularizar o divórcio e a guarda dos filhos. Além do acompanhamento jurídico, eles terão suporte de uma equipe multidisciplinar, composta por assistente social e psicóloga.
A idealizadora do projeto e coordenadora da área de Família da Defensoria, Petra Sofia, explicou que o objetivo é garantir o direito das crianças de crescer em um ambiente saudável, oferecendo um suporte a mais aos pais que estão passando pelo processo de separação.
“Isso faz parte do papel da Defensoria Pública, de transformação social e educação em direitos, algo que levamos muito a sério. E esse momento de reunião foi importante para nós, da equipe, e para as famílias”, afirmou.
A assistente social do projeto, Samanta Crolman, explicou que as famílias recebem suporte para construir um acordo que atenda às necessidades dos pais e das crianças. O cronograma de convivência busca garantir a presença dos filhos nas duas casas e a divisão equilibrada das responsabilidades do dia a dia, como levá-los à escola e acompanhar as tarefas.
“As famílias passam por uma oficina promovida pela Defensoria. Também ajudamos a montar o acordo, o calendário de convivência e o plano de parentalidade, definindo quem faz o quê de acordo com a rotina das crianças”, detalhou.
Experiência
Yanna Reis, 32, é acompanhada pelo projeto desde 2024 e recebeu, durante as atividades deste sábado, o certificado de participação na iniciativa. Ela e o ex-marido, Horlan Adonay, compartilham a guarda da filha, de 6 anos, de forma igualitária, dividindo as responsabilidades relacionadas à criança.
“A Defensoria tem sido primordial. Sentimos os efeitos desse acompanhamento, da equipe ir lá, conversar com a gente. Tem sido muito bom para o nosso convívio. Melhorou tudo para a gente e para a nossa filha”, relatou.
Além da defensora pública Petra Sofia e a assistente social Samanta Crolman, o projeto “Conviver” conta com a assistente social Taciana Costa, a analista jurídica Leticia Araújo e a psicóloga Priscilla Correia.
Fotos: Marcus Bessa / DPAM



