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    Home»Brasil»Delegado preso comandava esquema de corrupção em Roraima, aponta investigação
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    Delegado da Polícia Civil de Roraima é preso suspeito de comandar esquema de corrupção com propina e favorecimento dentro de delegacia. (Foto/Divulgação)
    Brasil

    Delegado preso comandava esquema de corrupção em Roraima, aponta investigação

    30 de abril de 2026
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    O delegado da Polícia Civil de Roraima (PC-RR) Rick da Silva e Silva, preso no último dia 14 de abril, é apontado por investigações como responsável por comandar um esquema de corrupção dentro da delegacia de Rorainópolis, no sul do estado. Segundo as apurações, ele direcionava presos a uma advogada específica, com quem dividiria honorários, além de impedir o acesso à assistência da Defensoria Pública.

    As investigações são conduzidas pelo Ministério Público de Roraima (MP-RR) e apontam que a delegacia estaria sendo utilizada como um “balcão de negócios”, com triagem prévia dos presos e encaminhamento direcionado para a advogada Bereneude Lima Fernandes. Em troca dos encaminhamentos, os valores pagos pelos clientes eram divididos entre ela e o delegado Rick Silva.

    @kleitonrenzo

    Testemunhas

    Testemunhas ouvidas durante o processo relataram ainda a cobrança de propinas pagas em dinheiro vivo, como condição para facilitar os procedimentos dentro da unidade policial. De acordo com as investigações, a prática incluía desde o atendimento inicial até o andamento de medidas relacionadas aos detidos.

    O caso veio à tona no âmbito da ‘Operação Conluio’, que também apura o assassinato do casal Edgar Silva Pereira, de 60 anos, e Rossana de Lima e Silva, de 49.

    Decisão

    Em decisão, o juiz Raimundo Anastácio Carvalho afirmou que há indícios de que o delegado tenha sabotado a cena do crime e omitido provas que poderiam ligá-lo a uma das vítimas, com quem teria uma pendência relacionada a dívidas.

    Além do afastamento por 180 dias, a Justiça determinou medidas cautelares como a apreensão de armas e distintivos, bloqueio de acessos a sistemas da Polícia Civil e a proibição de contato com testemunhas. O delegado também está impedido de frequentar qualquer delegacia do estado enquanto durarem as investigações.

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