Confirmado na Executiva Nacional do novo União Pelo Brasil, partido que surgiu da fusão de PSL e DEM, o secretário municipal de Educação, Pauderney Avelino, está prestes a viver um dos maiores dilemas de sua longa carreira política. Se assumir a direção regional da nova legenda, que é a maior do país agora, ele pode ter que se demitir da Secretaria que comanda. Tudo porque o grupo político que comanda a Prefeitura de Manaus não cogita apoiar o ex-governador Amazonino Mendes em 2022. O veterano político confirmou hoje sua filiação à nova sigla.
Avelino está bem posicionado para assumir a direção da legenda e tem uma história de idas e vindas com Amazonino. Em 2017, apoiou sua eleição para o Governo na disputa suplementar que se seguiu à cassação de José Melo (PROS). Um ano depois, entretanto, os dois entraram em rota de colisão, o que provocou um rompimento entre os dois, a ponto de o então deputado retirar o DEM da coligação que apoiou o ex-governador em 2018.
Amazonino e Pauderney já chegaram a compor inclusive uma chapa majoritária em 2006, quando o ex-governador tentou voltar ao Governo e o secretário foi seu candidato ao Senado. Na época, circulou a versão de que o velho cacique abandonou o companheiro de chapa pelo caminho, passando a flertar com adversários.
Neste momento, o que interessa a ambos é a eleição de 2022, mas Pauderney corre o risco de perder o comando da pasta que tem o maior orçamento da Prefeitura de Manaus. O blog apurou que o grupo não aceitaria o engajamento dele na campanha de Amazonino ao Governo, que já está nas ruas inclusive com peças publicitárias amplamente divulgadas nas redes sociais e aplicativos.
Ao contrário do que chegou a ser divulgado em alguns veículos de comunicação, não existe nenhuma negociação em andamento para um eventual apoio do prefeito David Almeida (Avante) e seu adversário na campanha de 2020 para a Prefeitura de Manaus.


