As Secretarias de Educação do Estado e do Município negaram o retorno das aulas presenciais na rede pública de ensino. O esclarecimento ocorre após informações nas redes sociais apontarem a volta dos trabalhadores da educação para as escolas a partir do dia 1° de julho. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) se manifestou contra o retorno.
Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc) esclareceu que não procede a informação e que ainda não há data definida para o retorno das atividades presenciais nas escolas estaduais.
“A pasta já está trabalhando em um planejamento estratégico para a adoção de protocolos de saúde conforme as diretrizes e orientação dos órgãos estaduais e mundiais de saúde.”, diz um trecho do comunicado.
Em uma postagem nas redes sociais, o Sinteam alegou que a proposta de retorno da categoria para as salas de aula teria partido do ‘Comitê de Crise da Covid-19’ do Governo do Estado e teria chegado ao conhecimento da entidade na última segunda, 22. “Somos contra. Consideramos preocupante e precipitada a decisão”, afirmou a presidente do sindicato, Ana Cristina Rodrigues, na publicação feita na terça, 23.
Ainda segundo o sindicato, além do cronograma de retorno das atividades presenciais, a entidade teria recebido recomendações da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) para a retomada gradual das atividades presenciais. Na publicação, o Sinteam defendeu, ainda, a realização de testes para toda a categoria.
Semed
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) também se manifestou sobre a volta as aulas nas escolas de Manaus, após a divulgação de um possível retorno no dia 1º de Agosto. A pasta emitiu nota de esclarecimento negando a informação.
“O documento divulgado na manhã desta quarta-feira, 24, não tem validade oficial e se trata de uma deliberação interna da escola municipal Sabá Raposo, que na última semana realizou uma reunião com os professores para tratar sobre os cenários para o possível retorno das aulas.”, afirma.
No texto, a Semed reiterou que não há previsão para o retorno das aulas presenciais e que isso só será possível a partir das deliberações dos órgãos de saúde.
Confira nota na íntegra da Seduc
A Secretaria de Estado de Educação e Desporto esclarece que não procede a informação de que os profissionais da educação que atuam nas escolas da rede pública estadual retornam às atividades presenciais no dia 1º de julho.
A Secretaria de Educação destaca que ainda não há data definida para o retorno das atividades presenciais nas escolas estaduais. A pasta já está trabalhando em um planejamento estratégico para a adoção de protocolos de saúde conforme as diretrizes e orientação dos órgãos estaduais e mundiais de saúde.
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) esclarece que não procede a informação do retorno das aulas presenciais na rede municipal de Manaus para o dia 1º de agosto. O documento divulgado na manhã desta quarta-feira, 24, não tem validade oficial e se trata de uma deliberação interna da escola municipal Sabá Raposo, que na última semana realizou uma reunião com os professores para tratar sobre os cenários para o possível retorno das aulas.
A Semed reitera que não há previsão para o retorno das aulas presenciais e que isso só será possível a partir das deliberações dos órgãos de saúde. Para tanto um Grupo de Trabalho (GT) intersetorial foi criado, com participação das áreas de saúde, educação e assistência, a fim de fazer o monitoramento epidemiológico, bem como organizar os protocolos de segurança para um possível retorno. As equipes de infraestrutura já começaram a verificar os equipamentos necessários para que professores, gestores e alunos sintam-se seguros em um possível retorno.
A Secretaria tem desenhado um plano de retorno às aulas presenciais, agindo conforme as orientações do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, e reforça que jamais optará por qualquer decisão que coloque alunos, professores e outros servidores da educação em risco. Por isso, lançou uma pesquisa on-line para saber a opinião dos pais ou responsáveis, educadores e estudantes sobre o assunto em questão.


