Enquanto o trabalhador brasileiro pena em uma jornada exaustiva de seis dias para folgar apenas um, o Congresso Nacional vive em uma realidade paralela. Com salários de R$ 46 mil, 55 dias de recesso anual e uma jornada de apenas 3 dias por semana em Brasília, parlamentares se dão ao luxo de serem contra o fim da escala 6×1.
O argumento de que reduzir a carga horária “quebra o país” não parece valer para as mordomias dos gabinetes. É muito fácil falar em produtividade e economia quando sua única preocupação entre terça e quinta é manter o status quo de quem te financia. Hoje, 72% da população quer o fim dessa escala escravocrata moderna, mas 45% dos deputados preferem ignorar o cansaço do povo para proteger o lucro do patrão.
A conta é simples: privilégios para eles, sobrevivência para você. Quem decide sobre o seu descanso não sabe o que é pegar ônibus lotado seis vezes por semana para ganhar um salário mínimo.


