
| POR REDAÇÃO AMAZÔNIA
A vice-presidência do Partido Liberal (PL) no Amazonas foi assumida pelo deputado estadual Delegado Péricles (PL) na noite dessa quinta-feira (23). A cerimônia ocorreu no Auditório Belarmino Lins e reuniu a base do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Estado, como o presidente do partido e ex-ministro Alfredo Nascimento, além do pré-candidato ao Senado Coronel Alfredo Menezes.
Durante discurso, Péricles reconheceu as dificuldades que Bolsonaro terá nas eleições deste ano para se reeleger, e pediu a união do partido.
“Não vai ser fácil a nossa caminhada. Temos grandes desafios a nossa frente. Precisamos agora trabalhar com muito afinco para mudar a realidade do nosso Estado e a realidade do nosso país”, disse.

O deputado bolsonarista afirmou que confia na união com Alfredo Nascimento, que é ex-ministro do governo petista. “Lealdade, confiança e com isso amizade, nós somos muito parecidos em muitas situações, ele me ajuda muito porque ele tem uma vasta experiência política, coisa que eu não tenho”, afirmou.
Menezes também afirmou que os politicos estão deixando de lado as diferenças e divergências em favor do presidente Bolsonaro. “Temos a responsabilidade de fazermos esse partido crescer, temos a responsabilidade de reelergermos nosso presidente para que o nosso país continue sendo um exemplo de democracia”, pontuou.
Ruptura
Já Alfredo Nascimento falou sobre seu rompimento com a esquerda e afirmou que seu voto a favor do impeachmente da ex-presidenta Dilma Rousseff foi decisivo. “Eu fui ministro do PT três vezes mas eu rompi em 2016 com o PT, porque eu entendia, naquele momento, que o PT e a esquerda não tinham mais condições de governar o país”, disse.
Segundo Alfredo, que presidia o PL – anteriormente conhecido como Partido da República – quando era deputado federal em 2016, ao votar a favor do impedimento de Dilma, mesmo contra a decisão da sigla, influenciou outros parlamentares.

Foto: Agência Brasil
“Fiz um voto histórico na Câmara dos Deputados quando renunciei ao mandato de presidente nacional do Partido da República para quebrar a regra da obrigatoriedade e votei pelo impeachment. Nós éramos 41 deputados fechados com o impedimento, a partir do meu voto acabou a exigência de manutenção do voto sob pena de perda de mandato”, afirmou.
“Ali eu fiz o que meu povo queria. O que o povo do Brasil queria, porque nós precisávamos interromper uma presidenta da República que não tinha condições de governar”, completou.
Na época, no entanto, o voto de Alfredo foi visto como uma vingança a Dilma, já que em 2011 ele foi demitido do Ministério dos Transportes sob suspeita de corrupção.
Agora, o ex-ministro acredita que está do lado certo: “Convicção que estou acompanhando um homem que faz a politica do bem, a política verdadeira, a política que diz não ao que as pessoas querem ouvir, ele fala para guardar o seu coração, para agradar a verdade”.


