O ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça, cancelou ontem as audiências de testemunhas e réus na Operação Sangria, que ficou conhecida em Manaus como “Caso dos Respiradores”. Elas ocorreriam entre os dias 28 de junho e 1º de julho deste ano. Ele argumentou que há quatro recursos pendentes, apresentados por réus, e considerou que a proximidade do recesso do Judiciário do meio do ano e a realização das eleições nacionais, que ocorrem em outubro, atrapalhariam o andamento do processo.
No total, estavam marcadas as oitivas de 126 testemunhas arroladas pelos réus na sede da Justiça Federal do Amazonas e por videoconferência. Advogados apresentaram recursos alegando que o tempo para ouvir as testemunhas era curto e pediram a marcação de novas datas para as oitivas.
Na prática, o adiamento tranquiliza o governador Wilson Lima (União), que corria o risco de disputar a eleição em meio a todo tumulto provocado pelas audiências. Ele é um dos réus do processo, que apura a compra de respiradores em uma loja de vinhos de Manaus, com superfaturamento.
A denúncia feita pela Procuradoria da República foi aceita por Falcão em setembro do ano passado.


