O senador Plínio Valério (PSDB-AM), afirmou nessa terça-feira, 8, que vai devolver os documentos enviados pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, também conhecido como Itamaraty, enviou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI das ONGs). O presidente da comissão chamou de desrespeitosa as 648 páginas estarem em inglês.
“Isso é um acinte, um desdém, e não posso aceitar, de forma alguma. Nós estamos devolvendo para que eles nos tragam em português. Não estou nos Estados Unidos e me recuso a ser colonizado. Como senador eu exijo respeito por parte do Itamaraty, que faça a coisa certa, que não brinquem conosco. O Senado não é lugar de brincar”, declarou.
CPI das ONGs
A CPI investiga a atuação de organizações não governamentais na Amazônia. Os documentos foram enviados pelo Itamaraty em atendimento ao requerimento do relator, senador Márcio Bittar (UB-AC), que pediu “respostas mais claras do ministério”.
Nesta semana, os senadores aprovaram dois requerimentos. Um deles convida o cacique Kleber Jorge Silva Soares, da etnia Aparaí, do Alto do Rio Maincurú, no Estado do Pará, e o outro convida Cimar Azeredo Pereira, Diretor do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, para prestar informações sobre o recenseamento indígena de 2023.
Segundo Valério, a instalação da CPI das ONGs foi motivada, entre outras razões, por relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou irregularidades em convênios de Organizações Não Governamentais com o Fundo da Amazônia.
Autor do pedido de criação da CPI, Plínio afirma que o objetivo é abrir a “caixa-preta” ligada ao financiamento de ONGs, e não “demonizar” as organizações não governamentais.


