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    Home»Brasil»Justiça manda prender jornalista perseguido por Zambelli
    Justiça de São Paulo determinou a prisão em regime aberto do jornalista Luan Araújo após condenação por difamação contra Carla Zambelli. (Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
    Brasil

    Justiça manda prender jornalista perseguido por Zambelli

    5 de junho de 2026
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    O juiz José Fernando Steinberg, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), determinou a prisão, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo, condenado por difamar a ex-deputada federal Carla Zambelli em um texto publicado na internet.

    O processo se refere a uma publicação em que Luan afirmou que a então parlamentar “faz parte de uma extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte”. Na condenação, a Justiça impôs a Luan uma multa que não teria sido paga. O que motivou a determinação da prisão.

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    “Com efeito, tendo em vista que o condenado, apesar de devidamente intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta, nos termos do artigo 44, § 4º, do Código Penal, converto a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade, nos moldes da sentença prolatada”, escreveu o magistrado na decisão.

    Luan foi ameaçado pela deputada com uma arma na véspera do segundo turno da eleição de 2022. A condenação não tem relação com a perseguição em si. O pano de fundo é um texto escrito pelo jornalista após o entrevero. Luan Araújo escreveu sobre a confusão com a deputada e afirmou que ela mantém uma “seita de doentes de extrema direita que a segue incondicionalmente e segue cometendo atrocidades”.

    Em outro trecho, o jornalista afirma que Carla Zambelli é parte de uma “extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte”. A publicação não está mais disponível. O texto foi removido por ordem judicial.

    A defesa do jornalista entrou com pedido de habeas corpus alegando que Luan “encontra-se em situação de hipossuficiência econômica comprovada”. Por conta disso, a prisão, de acordo com o advogado José Luiz de Oliveira Junior, que o representa, configura-se em prisão por dívida — vedada pelo ordenamento jurídico.

    Em 2025, ela foi condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal por conta do episódio ocorrido na véspera das eleições. A decisão foi baseada em depoimentos da vítima e testemunhas, além de vídeos registrados no local.

    VIA CNN BRASIL

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