MANAUS — O MP-AM (Ministério Público do Amazonas) reforçou o pedido à Prefeitura de Manaus para que informe sobre os andamentos das obras de reconstrução da passarela de pedestres da Avenida Torquato Tapajós. Em julho, o município informou que iria reconstruir a estrutura, mas as obras não avançaram. Em agosto, o promotor de Justiça Lauro Tavares solicitou informações, mas não recebeu qualquer notícia. Em ofício enviado no dia 19 deste mês, Lauro deu 15 dias para que a prefeitura preste as informações.
“O Ministério Público do Estado do Amazonas, através de sua 62ª Promotoria de Justiça de Manaus, volta a tratar do Inquérito Civil nº 06.2025.00000582-3, instaurado com o objetivo de apurar inércia municipal quanto a reconstrução da passarela localizada na Avenida Torquato Tapajós, pois a antiga foi destruída em acidente e é de extrema urgência nova estrutura para atender o intenso fluxo de pedestres”, diz o ofício.
“Considerando a ausência de resposta ao Ofício nº 0674/2025/62PJ, REITERA-SE em seu inteiro teor, para atendimento no prazo de 15 (quinze) dias úteis”, diz outro trecho do documento.
As informações sobre as obras foram solicitadas no âmbito de um inquérito civil aberto em agosto deste ano para apurar denúncia de “inércia” da Prefeitura de Manaus na reconstrução da passarela. A apuração foi iniciada a partir de uma denúncia apresentada pelo vereador Rodrigo Guedes (Progressista) em abril deste ano.
Ao abrir o inquérito, o promotor solicitou da prefeitura o cronograma de obras. Ele considerou que o acidente tinha ocorrido há um ano e que a prefeitura, em publicação feita em julho deste ano, anunciou que decidiu “arcar integralmente com a reconstrução da estrutura” enquanto busca na justiça o reembolso. Segundo o promotor, a prefeitura comunicou que a demolição, remoção e reconstrução custará R$ 2,7 milhões.
Lauro também apontou a “extrema urgência” em construir a nova estrutura para atender o “intenso fluxo de pedestres”. A passarela derrubada permitia a travessia sobre a Avenida Torquato Tapajós, a mais movimentada de Manaus e com acesso à estação de ônibus Santos Dumont. Após o acidente, a prefeitura instalou faixas e semáforos, o que gerou retenção no trânsito.
Em julho de 2024, para garantir que a empresa pagasse pelos danos, a juíza Etelvina Lobo Braga atendeu pedido da prefeitura e determinou a apreensão de cinco veículos da empresa Rauber Colheitas, dona da carreta. Entretanto, em agosto, o desembargador Lafayette Carneiro Vieira Júnior acolheu um recurso da empresa e suspendeu a decisão de Etelvina, liberando os veículos.
Em agosto, a prefeitura demoliu a estrutura que restou no local para reconstruir a passarela. Conforme a prefeitura, a nova passarela terá 5,50 metros de altura — um metro a mais do que a anterior — e será feita com estrutura pré-fabricada. A medida busca atender aos padrões de segurança e acessibilidade exigidos para o fluxo de pedestres na região.


