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    Home»Capa»MPF diz que Abin de Bolsonaro foi alertada 17 dias antes do colapso do oxigênio em Manaus
    MPF
    MPF afirma que a Abin alertou o governo federal sobre a falta de oxigênio em Manaus 17 dias antes do colapso da saúde em 2021. (Alex Pazuello/Semcom Manaus)
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    MPF diz que Abin de Bolsonaro foi alertada 17 dias antes do colapso do oxigênio em Manaus

    15 de janeiro de 2026
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    MANAUS (AM) – O procurador do Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas Igor Jordão afirmou, nesta quarta-feira, 14, que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), sob o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), foi alertada 17 dias antes do colapso da saúde em Manaus sobre o risco iminente de falta de oxigênio em 2021. No período, o órgão era comandado por Alexandre Ramagem. Neste dia 14 de janeiro, completam-se cinco anos do colapso da saúde pública na capital amazonense.

    Em coletiva de imprensa realizada no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul da cidade, Jordão declarou que, desde 28 de dezembro de 2020, o governo federal tinha conhecimento de que os estoques de oxigênio no Amazonas eram insuficientes para atender à demanda hospitalar crescente nas unidades do Estado. Apesar dos alertas, medidas efetivas para evitar a crise não foram adotadas a tempo, resultando no colapso da saúde pública.

    @kleiton.renzo

    “A partir de relatórios da Agência Brasileira de Inteligência, foi documentado em reuniões da Abin e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República que, desde 28 de dezembro de 2020, já faltava oxigênio em Manaus, e esse déficit diário e crônico durou pelo menos até o final de janeiro de 2021. Isso reafirma as teses do MPF de que havia a possibilidade de evitar o colapso”, disse Jordão.

    Até o final de 2021, o Estado registrou 13.835 mortes por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo dados reunidos pela Fundação De Vigilância Em Saúde Do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). A informação consta em relatórios analisados pelo MPF, que apontam falhas na resposta do governo federal diante do agravamento da pandemia no Estado.

    De acordo com o procurador, há registros oficiais que comprovam o impacto direto da escassez de oxigênio sobre o número de óbitos. Igor Jordão ressalta que dados da FVS-RCP indicam entre 33 e 34 mortes ocorreram devido à falta de oxigênio ainda antes da crise registrada em 14 de janeiro daquele ano.

    “Há relatórios da FVS que indicam 33 a 34 mortes entre 14 e 15 de janeiro de 2021 por causa da falta de oxigênio. Para MPF, o recorte é atemporal a partir do relatório da Abin porque há pessoas que perderam parentes antes do dia 14 de janeiro de 2021. O déficit de oxigênio é anterior ao colapso da rede pública”, disse Jordão.

    Os números da pandemia no Estado reforçam a dimensão da tragédia. Em 31 de dezembro de 2021, a FVS informou que o Amazonas havia registrado, até aquele momento, 13.835 mortes por Covid-19 desde o início da pandemia. Atualmente, segundo o órgão, 653 mil casos da doença e 14,5 mil mortes foram registradas.

    Além da responsabilização dos envolvidos, o MPF pede, por meio de ação civil pública, o reconhecimento das vítimas da Covid-19, com a criação de um memorial ou espaço destinado à preservação da memória das pessoas que morreram em decorrência da doença, incluindo cemitérios públicos.

    Relatório da Abin confirma que governo federal foi alertado sobre falta de oxigênio em Manaus (Alex Pazuello/Semcom Manaus)
    Dados no ague da crise

    Análises sobre Manaus indicam que a cidade registrou duas ondas de Covid-19 entre 2020 e 2021. A segunda ocorreu no início daquele ano e concentrou o maior número de óbitos e a sobrecarga do sistema hospitalar. Entre 1º de janeiro e 24 de fevereiro de 2021, o Amazonas registrou 5.347 mortes por Covid-19, conforme dados da FVS-RCP.

    As informações foram consolidadas em sistemas públicos de vigilância e divulgadas por meio de painéis de monitoramento e boletins epidemiológicos, com base em notificações de casos e óbitos confirmados pelos sistemas nacional e estadual de saúde. No auge da crise, a capital do Estado chegou a registrar mais de 200 enterros por dia.

    Brasil concentrou aumento de óbitos em 2021

    No Brasil, em 2021, os dados oficiais de casos e óbitos por Covid-19 também indicavam a continuação da transmissão do vírus SARS-CoV-2 ao longo do segundo ano da pandemia. Segundo levantamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), 412.880 óbitos ocorreram especificamente ao longo de 2021 no País, superando os registrados no ano anterior (2020) e tornando 2021 o ano com maior número de mortes absolutas.

    A distribuição temporal desses números no Brasil também mostrou variações ao longo do ano. Relatórios epidemiológicos indicam que abril de 2021 foi o mês com o maior número de óbitos registrados no ano, com mais de 80 mil mortes pelo coronavírus em um único mês, enquanto dezembro de 2021 foi o mês com menor número de óbitos, com 4.375 registros, possivelmente associado ao avanço da vacinação e mudanças nas estratégias de vigilância epidemiológica.

    Esses dados refletem os registros notificados pelas secretarias estaduais de saúde e consolidados em sistemas nacionais de informação, mas também estão sujeitos a revisões dos critérios de classificação e notificação de casos e óbitos.

    Além das notificações oficiais de casos e mortes, análises epidemiológicas globais sugerem que a carga total de mortalidade associada à pandemia em 2021 pode ser substancialmente maior quando se considera o conceito de “excesso de mortes”, ou seja, o número de óbitos observados acima do que seria esperado em condições normais de mortalidade.

    VIA REVISTA CENARIUM

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