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    Home»Amazônia»‘Nenhum jornalista está seguro na Amazônia’, diz ex-superintendente da PF no Amazonas
    Amazônia

    ‘Nenhum jornalista está seguro na Amazônia’, diz ex-superintendente da PF no Amazonas

    15 de junho de 2022
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    O ex-superintendente da Polícia Federal no Amazonas Alexandre Saraiva afirmou que o desaparecimento do repórter inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, no Vale do Javari, está relacionado ao trabalho da imprensa e às consequências que isso traria para os interesses do crime organizado na região. “Nenhum jornalista está seguro na Amazônia, falo isso para todos que vão para lá. Ali a vida não vale nada”, diz Saraiva.

    Segundo ele, esse problema se repete em outras regiões da floresta, como a região sul do Pará, sudeste e nos Estados de Roraima e Rondônia. “Estamos falando de um trabalho de imprensa, mostrar para o mundo o que está acontecendo na Amazônia. O pano de fundo, o objetivo, era jornalístico. Está muito claro isso para mim. Ele estava lá com um repórter estrangeiro, iria sair na imprensa e isso iria atrapalhar os negócios (dos criminosos)”, afirma Saraiva, substituído do cargo após enviar ao Supremo Tribunal Federal notícia-crime contra o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.

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    O Vale do Javari fica na região da tríplice fronteira entre o Brasil, Colômbia e Peru e, como mostrou o Estadão, é rota do crime organizado transnacional: tráfico de madeira, de drogas, ouro e violência. “Quando o Estado sai, ou nunca entrou, fica um vácuo”, afirma Saraiva.

    Segundo o delegado, a tendência normal das diferentes atividades criminosas em uma determinada região é convergir. É o que já acontece na Amazônia. “Não existe ‘meio gângster’. O tráfico de drogas precisa das rotas dos madeireiros. Vai chegar para eles e negociar, se não der certo mata e assume”, diz o ex-superintendente da PF no Amazonas. Saraiva foi punido pela corporação por dar entrevistas e se lançou pré-candidato a deputado federal neste ano pelo PSB.

    VELHOS CONHECIDOS

    Saraiva conhece Bruno e Dom. Junto com o indigenista, o então superintendente da Polícia Federal no Amazonas participou de uma operação de combate ao garimpo ilegal que terminou com cerca de 60 balsas afundadas. Já o jornalista inglês entrevistou o ex-superintendente da Polícia Federal no Amazonas há cerca de dois meses. “O Bruno é um cara super experiente, estava lá para levar o Dom para fazer um trabalho jornalístico. Isso está claro”, diz.

    O ex-superintendente da Polícia Federal no Amazonas critica a atuação das Forças Armadas na região via Garantia da Lei e da Ordem (GLO) durante a gestão do presidente Jair Bolsonaro e vê a necessidade de atuação delas no combate ao crime organizado transnacional. “Eles ficam esperando a invasão de um país estrangeiro e enquanto isso o crime acontece nas barbas deles”, afirma.

    Fonte: Agência AM1

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