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    Home»Amazonas»Polícia apreende celular e computador de Maria do Carmo em investigação sobre imagens de filha de Omar Aziz
    Maria do Carmo
    Polícia Civil apreendeu o celular e o computador de Maria do Carmo durante busca em Manaus. Os equipamentos serão analisados em investigação. (Foto/Reprodução)
    Amazonas

    Polícia apreende celular e computador de Maria do Carmo em investigação sobre imagens de filha de Omar Aziz

    6 de novembro de 2026
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    Perfumes Árabes

    A Polícia Civil do Amazonas apreendeu o celular e o computador pessoal da candidata derrotada ao governo do estado, Professora Maria do Carmo (PL), durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência dela, no bairro Vieiralves, em Manaus, na manhã desta sexta-feira (6). A investigação apura a divulgação e a manipulação de imagens nas redes sociais envolvendo a filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD).

    Maria do Carmo não estava em casa quando os policiais chegaram para cumprir a ordem judicial. Ela chegou ao imóvel por volta das 6h18, quando as diligências já haviam começado.

    @kleitonrenzo

    A ação é realizada após o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) revogar a liminar que suspendia a ordem de busca e apreensão. A decisão foi assinada pelo desembargador Paulo Feitoza e restabeleceu a autorização para que a polícia realizasse a diligência no endereço da investigada. O inquérito apura suspeitas de crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

    O delegado Marcelo Martins, que assumiu a condução do inquérito por determinação da Delegacia Geral da Polícia Civil, afirmou que houve resistência durante a operação, mas que a equipe conseguiu cumprir o mandado.

    “Foi uma diligência difícil. Nós encontramos alguma resistência durante a execução do mandado, na medida que tivemos algumas discussões aí sobre alguns temas técnicos, jurídicos, sobre o alcance do mandado. Mas a gente conseguiu cumprir a ordem judicial. Fizemos a apreensão do aparelho celular da Maria do Carmo e do computador pessoal dela. Esse material vai ser extraído os dados desses dispositivos e nós vamos fazer a análise desse material para tentar avaliar a participação dela nesse crime”, explicou.

    Segundo o delegado, os equipamentos serão analisados para identificar a participação de Maria do Carmo e dos demais investigados no caso.

    “Porque vale destacar que já foi constatada a violação ao estatuto da criança e do adolescente agora é entender a participação de cada pessoa dentro desse cenário. Exatamente. A prática de crime nesse caso já está configurada. O que falta agora ser mais aprofundado, vamos dizer assim, é nível de participação de cada um dos investigados”, afirmou.

    Delegado classifica divulgação de imagens como conduta cruel

    Ao comentar a gravidade da produção e disseminação do conteúdo nas redes sociais, Marcelo Martins classificou a ação como uma conduta cruel contra a adolescente.

    “Trata-se da ação de uma mente perversa, que utilizou as redes sociais para violar a intimidade e a dignidade de uma adolescente com objetivos escusos”, declarou o delegado.

    Entenda o caso

    A investigação ganhou repercussão após Omar Aziz criticar, no primeiro discurso depois da vitória nas eleições, ataques pessoais envolvendo a filha adolescente. Na ocasião, o governador eleito afirmou que acionaria a Justiça contra os responsáveis.

    A busca e apreensão havia sido autorizada pela Justiça durante o andamento da investigação. No dia 29 de outubro, policiais fizeram diligências em endereços supostamente ligados à campanha de Maria do Carmo. Na ocasião, a candidata negou ter sido alvo da ação.

    No dia seguinte, uma liminar suspendeu temporariamente a busca e apreensão em relação à ex-candidata.

    A defesa de Maria do Carmo alegou que ela havia comparecido espontaneamente à delegacia e se colocado à disposição dos investigadores, inclusive oferecendo a entrega voluntária de aparelhos eletrônicos.

    Ao revogar a liminar, o desembargador Paulo Feitoza considerou que a busca era necessária para preservar provas digitais que poderiam ser apagadas ou modificadas.

    A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

    VIA G1 AMAZONAS

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