A possibilidade do presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade (PV), colocar em pauta um dos 13 pedidos de instauração de processo de impeachment contra o governador Wilson Lima (PSC) é a cada dia mais remota, por vários motivos. O principal deles é a certeza de que não há votos suficientes hoje para aprovar o afastamento e a instalação de uma comissão processante com membros do Legislativo e do Judiciário. Para isso seriam necessários 16 votos – dois terços do total.
O grupo de 16 deputados que se formou para eleger Cidade e conduzir o ex-presidente Josué Neto (Patriota) ao Tribunal de Contas do Estado esfacelou-se. Pelo menos quatro deputados já “pularam do barco” e voltaram a se alinhar à bancada governista. Outros, como Serafim Corrêa (PSB), mantêm a postura independente, mas estão mais próximos do governador.
Nos últimos dias, o grupo contra o impeachment ganhou um aliado de peso: o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante). Ele passou a se reunir com deputados amigos para manifestar sua posição. Avalia que o melhor para a própria gestão é que o Estado não passe por solavancos políticos. “Ele foi governador interino e viu de perto como aquela situação criou problemas de toda ordem”, diz um deputado ouvido pelo blog, que almoçou com o prefeito na semana passada.
O alinhamento de Wilson com David é mais administrativo que político, mas o prefeito teme que, em caso de impeachment, seja eleito um adversário, que dificultaria sua gestão.
Cidade tem dito a interlocutores que só coloca um pedido de impeachment em plenário se houve a mínima chance de ser aprovado. “Isso é hoje quase impossível”, avalia um parlamentar da Mesa Diretora.
Ninguém quer falar abertamente sobre o assunto, com medo de entrar na linha de tiro dos manifestantes pró-impeachment.
Com informações Blog do Hiel Levy