O presidente Luiz Inácio da Silva (PT) planeja a criação de um grupo especial de trabalho para discutir a reconstrução da BR-319, que é a única ligação do Amazonas ao restante do país, via terrestre. A declaração é da última quinta-feira (3), em entrevista à radialistas da região.
Segundo Lula, o assunto é delicado, pois qualquer decisão de forma “precipitada” pode resultar em eventuais problemas, sendo assim estudos sobre os impactos ambientais que podem ser ocasionados com a reconstrução da pista serão realizados com a criação do grupo de trabalho.
“Ao invés da gente colocar de forma precipitada ou dizer que não vai colocar de forma precipitada, nós decidimos construir um grupo especial para dar a palavra definitiva para dizer se pode ou não fazer a BR-319, quais os problemas que vamos criar de verdade e o que pode evitar. Na minha opinião pessoal acho que a gente pode fazer a BR 319. Você pode montar uma base de fiscalização, você pode botar até colocar Forças Armadas pra tomar conta dessa parte da estrada para evitar que haja invasão transtorno a de ocupação, madeireiros, garimpeiros”, declarou Lula.
“O Brasil é um grande exportador de alimentos para o mundo. Nós não queremos que haja qualquer veto às exportações brasileiras por conta de uma atitude precipitada”, continuou o presidente.
Atualmente, a estrada está dividida em quatro trechos. Sendo o chamado ‘trecho do meio’ considerado o mais danificado.
O presidente disse ainda que é preciso dar uma resposta a população de Rondônia e do Amazonas sobre a pista e que se a obra, de fato, for realizada, deverão ser inseridos todos os meios necessários para que a rodovia funcione .
“Nós precisamos dar uma garantia ao povo de Rondônia, ao povo do Amazonas, que vamos tratar com responsabilidade essa questão, para que se tivermos que fazer essa estrada, fazer com os maiores critérios de exigência que se possa ter para que ela funcionar”.
De acordo com o ministério, a BR-319 é fundamental para o transporte de passageiros e a integração social dos estados do Amazonas e Rondônia. A reconstrução dos 52 quilômetros vai garantir maior segurança e redução no tempo de viagem. Hoje, as alternativas à rodovia são o transporte por barco ou avião.
A BR-319 foi construída no início da década de 70, ao mesmo tempo que a Transamazônica. Funcionou bem durante uma década, até ser oficialmente desativada, no fim dos anos 1980. Hoje restam 870 quilômetros de lama, buracos e pedaços de asfalto embrenhados na floresta.
Via Agência AM1
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