Close Menu
RDA · Redação AmazôniaRDA · Redação Amazônia
    Facebook Instagram
    Facebook Instagram
    RDA · Redação AmazôniaRDA · Redação Amazônia
    • Manaus
    • Amazonas
    • Brasil
    • Amazônia
    • Apoie o RDA
    RDA · Redação AmazôniaRDA · Redação Amazônia
    Home»Amazonas»Samsung devolve R$ 82 milhões após Suframa rejeitar compra de hotel com recursos de PD&I
    Samsumg
    Samsung devolveu R$ 82 milhões após a Suframa rejeitar a compra de um hotel como investimento em PD&I. (Foto/Reprodução)
    Amazonas

    Samsung devolve R$ 82 milhões após Suframa rejeitar compra de hotel com recursos de PD&I

    19 de junho de 2026
    WhatsApp Facebook Twitter Telegram LinkedIn Email

    A Samsung foi obrigada a devolver R$ 82 milhões aos cofres públicos, além de juros e correção monetária, após a Suframa rejeitar a utilização de recursos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) na compra de um hotel em Manaus. A informação foi revelada pelo superintendente da autarquia, Leopoldo Augusto Melo Montenegro Júnior, durante entrevista ao programa Manhã de Notícias, da Rede Tiradentes, apresentado pelo jornalista Ronaldo Tiradentes.

    Segundo Montenegro Júnior, a empresa tentou contabilizar como investimento em PD&I a aquisição de um hotel localizado na avenida Darcy Vargas, ao lado do Amazonas Shopping. O imóvel passou a abrigar o Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia, instituição dedicada ao desenvolvimento de pesquisas, inovação e formação de talentos para a indústria tecnológica e que mantém projetos ligados à Samsung na Amazônia.

    @kleiton.renzo

    Apesar da finalidade voltada à inovação, a Suframa não reconheceu a compra do imóvel como despesa enquadrada nas regras do programa de PD&I. Com isso, a prestação de contas foi glosada e a empresa teve de devolver o valor principal de R$ 82 milhões, acrescido de juros e correção monetária.

    De acordo com o superintendente, os recursos de PD&I possuem destinação específica e só podem ser aplicados em atividades previstas na legislação que rege o setor de bens de informática. Empresas beneficiadas pelos incentivos da Zona Franca de Manaus são obrigadas a investir parte do faturamento em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

    Montenegro Júnior informou que somente em 2025 as empresas do setor investiram mais de R$ 1,2 bilhão em projetos de PD&I na Amazônia Ocidental.

    Durante a entrevista, o superintendente também anunciou que a Zona Franca de Manaus deverá crescer cerca de 30% nos próximos três anos. Segundo ele, a projeção está baseada em projetos já aprovados pelo Conselho de Administração da Suframa (CAS) e que ainda estão dentro do prazo de implantação.

    “São investimentos já aprovados e que têm até três anos para entrar em operação. Por isso, é uma projeção segura”, afirmou.

    Outra informação destacada foi a pauta da próxima reunião do CAS, marcada para 29 de junho. Segundo Montenegro Júnior, 36 novos projetos deverão ser analisados pelos conselheiros, ampliando a carteira de investimentos prevista para o polo industrial.

    O superintendente também confirmou a abertura de uma tomada de contas especial para investigar a aplicação de recursos de PD&I pela Samsung após denúncia apresentada por Ronaldo Tiradentes durante a entrevista. A suspeita é de que recursos destinados à pesquisa tenham sido utilizados na contratação de serviços de internet fornecidos por empresa ligada ao próprio grupo econômico da multinacional.

    A apuração vai verificar se os gastos obedeceram às exigências legais. Caso sejam identificadas irregularidades, os valores poderão ser glosados e devolvidos, nos moldes do que ocorreu no caso da compra do hotel.

    Montenegro Júnior também revelou que a recente operação da Polícia Federal realizada em São Paulo teve origem em levantamentos feitos pela própria Suframa. Segundo ele, a autarquia identificou indícios de irregularidades envolvendo startups que recebiam recursos de PD&I oriundos das empresas incentivadas da Zona Franca de Manaus.

    De acordo com o superintendente, a investigação começou após análises técnicas apontarem que algumas dessas empresas não possuíam sede em Manaus, não mantinham estrutura compatível com os projetos apresentados e sequer eram encontradas nos endereços informados. Mesmo assim, estavam recebendo recursos destinados ao desenvolvimento de pesquisa e inovação na região.

    A partir dessas constatações, a Suframa elaborou relatórios e encaminhou as informações aos órgãos de controle e investigação. O material serviu de base para as apurações que culminaram na operação da Polícia Federal.

    Montenegro Júnior aproveitou a entrevista para detalhar o esforço da autarquia na análise dos relatórios de PD&I. Ele lembrou que, quando ingressou na Suframa como servidor concursado, em 2014, havia cerca de dez anos de processos acumulados aguardando avaliação.

    Segundo ele, um trabalho de força-tarefa reduziu esse passivo para aproximadamente três anos. Agora, uma nova equipe foi criada com a meta de eliminar completamente o atraso até 2027, permitindo que os relatórios sejam analisados em tempo compatível com a execução dos investimentos.

    VIA PORTAL MARCOS SANTOS

    Siga o editor do RDA

    Mais notícias

    Roberto Cidade propõe conversa com Prefeitura de Manaus sobre indústria local

    MP-AM pretende gastar R$ 3,3 milhões na compra de 26 carros 0 km

    Jornalistas do Amazonas conquistam piso e reposição salarial após vitória do SINJOR na Justiça do Trabalho

    Redação Amazônia
    Hostinger
    Apoie o RDA
    ARQUIVO
    RDA · Redação Amazônia
    Facebook Instagram
    • Manaus
    • Amazonas
    • Brasil
    • Amazônia
    • Apoie o RDA
    Diretor Executivo: Kleiton Renzo | Política de Privacidade

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    Nós utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continua a usar este site, assumimos que você está satisfeito.