| DO RDA – KLEITON RENZO
A guerra fria que consome os conselheiros nos bastidores do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) deu mostras de que as rusgas entre Érico Desterro e os demais membros do colegiado não foram completamente sanadas desde a manobra da mudança regimental que garantiu a eleição de Yara Lins e Luis Fabian para a presidência do tribunal.
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Na sessão de julgamento de segunda-feira (3) um vislumbre dessa guerra fria deixou-se escapar entre as palavras rebuscadas e o juridiquês de praxe – quando os conselheiros Luis Fabian, Yara Lins, Júlio Pinheiro, Josué Neto e Mário Mello se uniram aos auditores convocados no pleno para derrubar os votos divergentes de Érico Desterro.

ISOLADO
Dos 36 processos em pauta – Érico Desterro votou diferente dos demais conselheiros em oito processos. Em todos, Desterro foi derrotado.
Da pauta de ‘pedidos de vistas’, Desterro foi contrário aos votos de Luis Fabian em dois processos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Foi derrotado. Ainda na pauta de vistas, Desterro foi contra os votos do auditor Alber Furtado em processos da Prefeitura de Barcelos e de Caapiranga. Mais uma derrota.
Da pauta ordinária do dia, Desterro votou contrário em mais dois processos de Luis Fabian e dois de Alber Furtado. Também foi voto vencido.
Em todos os casos a tropa de choque que consolidou as derrotas de Desterro nas votações contou com os votos de Júlio Pinheiro, Mário Mello, Josué Neto, Luis Fabian e odo auditor Mário Filho.
Assista a sessão no vídeo abaixo.
MANOBRA
Em setembro do ano passado – durante ausência do então presidente do TCE-AM, Érico Desterro, os conselheiros Júlio Pinheiro, Yara Lins, Josué Neto e Luis Fabian enviaram aos deputados da Assembleia Legislativa (ALE-AM) projeto mudando o regimento interno do tribunal e antecipando as eleições da presidência.
Pouco mais de um depois eram eleitos para presidir o TCE-AM Yara Lins e Luis Fabian.


