A Justiça do Amazonas referendou, em audiência de custódia realizada neste dia 21 de fevereiro, a prisão de Anabela Cardoso Freitas e de outros investigados na operação Erga Omnis, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas na sexta-feira (20).
A decisão mantém os alvos sob custódia enquanto avançam as investigações sobre o suposto esquema que envolve servidores públicos de diferentes esferas.
Com o referendo da prisão, foi determinado o recolhimento de Anabela a presídio da capital, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A medida reforça o entendimento judicial de que, neste momento, estão presentes os requisitos para a manutenção da prisão preventiva.
Anabela é apontada como assessora próxima do prefeito de Manaus, David Almeida, e atuava diretamente na organização de sua agenda oficial.
A ligação funcional com a prefeitura municipal, não negada pelo prefeito, ampliou o impacto político da operação, que já vinha provocando desgaste institucional desde o cumprimento dos mandados.
Operação e alcance
A Erga Omnis alcançou servidores vinculados à Prefeitura de Manaus, além de integrantes de outros poderes, segundo informações já divulgadas pelo comando da operação.
A investigação apura a existência de um suposto esquema do crime organizado com ramificações administrativas e possíveis reflexos na gestão pública.
A proximidade de Anabela com o gabinete do prefeito colocou o Executivo municipal no centro da crise.
No dia das prisões, David Almeida cancelou compromissos oficiais, em meio à repercussão do caso.
Repercussão política
O episódio ocorre em um momento de pré-articulação eleitoral e amplia a pressão sobre o prefeito, que já vinha sendo citado como potencial protagonista no cenário político estadual.
A manutenção das prisões e o encaminhamento da assessora ao sistema prisional tendem a prolongar o desgaste e manter o tema na pauta pública.
Até o momento, a defesa dos investigados sustenta a ausência de envolvimento em irregularidades e afirma que irá recorrer das decisões.
A prefeitura informou que acompanha o caso e aguarda o desdobramento judicial.
Com a prisão referendada e o recolhimento ao presídio, a operação Erga Omnis entra em nova fase, agora sob o crivo das próximas etapas processuais, e sob forte escrutínio político.


