ous preventivo protocolado no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), dois dias após a deflagração da Operação Erga Omnes, conduzida pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), que resultou na prisão da assessora pessoal do prefeito, Anabela Cardoso, investigada por suposto envolvimento com o Comando Vermelho (CV).
A Coluna apurou que o grupo entrou com a petição no domingo, 22, numa tentativa de obter salvo-conduto que impeça eventual decretação de prisões em futuras fases da investigação, que tramita no 24º Distrito Integrado de Polícia. A estratégia revela cautela jurídica diante do avanço das apurações e indica que o núcleo político busca instâncias do Judiciário para antecipar qualquer medida restritiva de liberdade.
Ao pleitear o habeas corpus preventivo, a defesa evita discutir o conteúdo das investigações e concentra esforços em afastar o risco de prisão. Sustenta que a repercussão pública do caso e a indicação de que seriam “próximos alvos” criariam um cenário de ameaça concreta, além de apontar suposta ausência de fundamentação individualizada nas decisões já proferidas. A tese aposta na ideia de que medidas cautelares diversas da prisão seriam suficientes, classificando eventual preventiva como desproporcional.
O movimento ocorre em paralelo ao discurso adotado por David Almeida, que reagiu publicamente às investigações com críticas às autoridades responsáveis pelo caso. A sucessão de medidas judiciais e declarações políticas sinaliza uma estratégia coordenada de contenção de danos, na qual o embate deixa o campo estritamente jurídico e passa a integrar também a arena narrativa, em meio ao desgaste provocado pelas prisões e pelas conexões reveladas no curso da operação.
Veja a decisão na íntegra:



