MANAUS (AM) – O preço da gasolina voltou a subir nos postos de combustíveis de Manaus e passou a ser vendido por R$ 7,59 neste domingo, 22/3. Este é o segundo aumento registrado em 15 dias, já que o litro havia sido reajustado anteriormente para R$ 7,29.
No início do mês de março, o litro do combustível era vendido por cerca de R$ 6,99. No dia 7, passou para R$ 7,29 e chegou a R$ 7,49 na versão aditivada em alguns postos da capital.
Já neste domingo, 22, o combustível está sendo comercializado por R$ 7,59 em alguns postos de Manaus. Com a nova alta, o preço acumula aumento de R$ 0,60 no período.
O Procon Amazonas havia informado que estava realizando fiscalizações em postos de combustíveis da capital após a alta expressiva no preço da gasolina. Apesar da ação do órgão para verificar possíveis cobranças abusivas, os reajustes continuaram sendo registrados nos últimos dias.
Para o diretor-presidente do Procon Amazonas, Jalil Fraxe, o movimento recente dos combustíveis já acendeu um alerta e também estaria relacionado à instabilidade no mercado internacional de petróleo, provocada pela guerra no Irã.
“O aumento do combustível tem gerado uma preocupação enorme no Procon Amazonas. Informações preliminares indicam que há uma instabilidade no mercado de petróleo global, não é só no Amazonas, e claro, com reflexo aqui também, em razão da questão da guerra do Irã. O Irã tem um estreito onde 20% do petróleo global passa por lá, então nós temos esse impacto na economia”, afirmou ele.
Impacto internacional
Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados na sexta-feira, 20, a alta dos preços dos combustíveis nos postos é reflexo de um conjunto de fatores que teve início com a guerra no Oriente Médio.
A lista inclui cotações mais altas do petróleo, leilões da Petrobras para gasolina e diesel realizados a preços de mercado, acima dos praticados nas refinarias da estatal, e importações de derivados também a valores vinculados ao exterior.
O representante da agência também destacou que as refinarias mantêm estoques estratégicos de petróleo, o que ajuda a evitar aumentos imediatos no preço dos combustíveis, mas muitas vezes acaba pegando de surpresa os motoristas. A tendência é que as oscilações nos valores permaneçam.


