Close Menu
RDA · Redação AmazôniaRDA · Redação Amazônia
    Facebook Instagram
    Facebook Instagram
    RDA · Redação AmazôniaRDA · Redação Amazônia
    • Manaus
    • Amazonas
    • Brasil
    • Amazônia
    • Apoie o RDA
    RDA · Redação AmazôniaRDA · Redação Amazônia
    Home»Destaque»Ream admite que produz gasolina e diesel fora de Manaus
    Refinaria
    Refinaria da Amazônia admite que não produz gasolina e diesel completos e depende de insumos importados. (Reprodução/Ream)
    Destaque

    Ream admite que produz gasolina e diesel fora de Manaus

    13 de abril de 2026
    WhatsApp Facebook Twitter Telegram LinkedIn Email

    MANAUS (AM) – A Refinaria da Amazônia (Ream), operada pelo Grupo Atem, informou em nota oficial que sua unidade em Manaus não produz diretamente gasolina e diesel dentro das especificações exigidas pela legislação brasileira. A informação consta na resposta enviada à reportagem da REVISTA CENARIUM sobre a alta dos combustíveis em março de 2026 e detalha a necessidade de importação de insumos para a formulação final dos produtos.

    “É necessária a importação de insumos derivados de petróleo para atingir a especificação exigida pela legislação brasileira”, declarou a empresa. No mesmo documento, a refinaria afirma que suas unidades de destilação atmosférica estão em operação, mas não realizam, de forma isolada, a produção completa dos combustíveis comercializados.

    @kleiton.renzo

    A declaração formaliza, em documento oficial, um ponto que vinha sendo apontado por agentes do setor e análises técnicas sobre o funcionamento da unidade após a privatização. “A nota admite que a refinaria não produz gasolina e diesel diretamente”, afirmou o coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas, Marcus Ribeiro, ao analisar a pedido da reportagem o conteúdo encaminhado pela empresa.

    Modelo de operação e importação de insumos

    Na mesma manifestação, a refinaria detalha que adquire tanto petróleo quanto derivados intermediários no mercado internacional, com pagamentos em dólar e baseados em referências como o Brent. Esses insumos, segundo a empresa, são combinados com a produção local para compor os combustíveis finais distribuídos no mercado.

    “Por isso, é necessária a importação de insumos para formulação com a produção da refinaria”, informou a Ream. A empresa também declarou que os preços praticados seguem parâmetros internacionais, incluindo custos de frete, seguro e internalização. A análise técnica apresentada a partir da nota indica que esse modelo corresponde à utilização de derivados intermediários importados, com posterior mistura e ajuste em território local.

    “Eles preferem importar do que investir na modernização da planta para processar o óleo de Urucu de forma plena”, disse Ribeiro, ao descrever a estratégia operacional mencionada pela empresa. Segundo ele, esse tipo de operação difere do refino completo do petróleo bruto realizado em unidades industriais integradas.

    Portaria federal pressiona modelo adotado na refinaria

    A admissão semanas após a publicação da Portaria Interministerial nº 167/2026, que estabelece critérios para concessão de incentivos fiscais na Zona Franca de Manaus (ZFM). A norma exige que empresas do setor realizem etapas industriais completas de refino dentro da região para manter os benefícios tributários.

    A medida atinge diretamente operações baseadas na importação de insumos e na formulação local de combustíveis, como descrito na nota da refinaria. A portaria também vincula o acesso aos incentivos ao cumprimento do Processo Produtivo Básico (PPB), que define o nível mínimo de industrialização exigido.

    Segundo a leitura técnica, a exigência de etapas mais robustas de refino tende a alterar a estrutura operacional das empresas que atuam nesse modelo. “A nota só confirma uma coisa: a refinaria depende de insumos externos para produzir o combustível que vende”, afirmou Ribeiro, ao relacionar a declaração da empresa com os critérios estabelecidos pela nova regulamentação.

    Política de preços e relação com o mercado internacional

    Na nota, a refinaria também justificou os reajustes recentes com base na alta dos preços globais de petróleo e combustíveis. A empresa informou que, desde o fim de fevereiro de 2026, a gasolina e o diesel tiveram elevação de 36% e 65% no mercado internacional, respectivamente, enquanto o barril de petróleo passou de 73 para 110 dólares.

    “A REAM precisa aplicar também aos seus clientes preços de paridade de importação”, declarou a empresa, ao explicar a política de preços adotada. A análise técnica associa esse modelo à dependência de insumos adquiridos em dólar e à necessidade de reposição de estoques com base no mercado externo.

    “O PPI continua vivo e forte porque a refinaria é privada”, disse Ribeiro, ao comentar a manutenção da paridade internacional na formação de preços. Ele também mencionou o impacto desse modelo no consumidor. “Eles admitem que são escravos do dólar, enquanto o povo ganha em real”, afirmou.

    VIA REVISTA CENARIUM

    Siga o editor do RDA

    Mais notícias

    Projetos desenvolvidos pela comunidade acadêmica da UEA são aprovados no AfirmaSUS

    Lula anuncia viagem ao Amazonas para retomar obras e vistoriar a BR-319

    Em sete dias, Roberto Cidade imprime velocidade ao governo interino

    Redação Amazônia
    Hostinger
    Apoie o RDA
    ARQUIVO
    RDA · Redação Amazônia
    Facebook Instagram
    • Manaus
    • Amazonas
    • Brasil
    • Amazônia
    • Apoie o RDA
    Diretor Executivo: Kleiton Renzo | Política de Privacidade

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    Nós utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continua a usar este site, assumimos que você está satisfeito.