MANAUS (AM) – A greve dos rodoviários prevista para esta sexta-feira, 22/5, foi suspensa após uma nova rodada de negociações entre o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana (STTRM), com acompanhamento do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).
As partes decidiram retomar o diálogo em busca de um acordo sobre as reivindicações da categoria, mantendo o funcionamento do transporte coletivo na capital amazonense.
O IMMU informou que continuará acompanhando as negociações e monitorando a operação do sistema de transporte público em Manaus.
Antes da suspensão da paralisação, a Justiça do Trabalho do Amazonas havia determinado, nesta quinta-feira, 21/5, que parte da frota de ônibus continuasse circulando durante a greve anunciada pelos rodoviários.
A decisão foi tomada após um pedido envolvendo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas e o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus e Região Metropolitana. O documento foi assinado pelo desembargador David Alves de Mello Júnior e enviado com urgência ao sindicato da categoria.
Segundo a determinação judicial, 80% da frota deverá circular nos horários de pico, das 6h às 9h e das 17h às 20h. Nos demais horários, pelo menos 50% dos ônibus deverão continuar operando. O sindicato também terá que organizar escalas de rodízio entre os trabalhadores.
A decisão ainda proíbe bloqueios nas garagens, impedimento da saída dos ônibus e qualquer ação que atrapalhe a circulação de veículos ou funcionários das empresas. As manifestações deverão ocorrer a uma distância mínima de 200 metros das garagens.
Caso as medidas sejam descumpridas, o sindicato poderá pagar multa de R$ 100 mil por hora. O documento também autoriza uso de força policial e cumprimento da decisão em qualquer horário, incluindo domingos e feriados.
Nas redes sociais, o presidente do sindicato dos rodoviários, Givancir Oliveira, afirmou que a greve seria mantida, mas respeitando a decisão judicial.
“Vamos cumprir o que foi determinado pela Justiça. A luta continua, companheiros”, declarou.
A possível paralisação gerou repercussão nas redes sociais, com usuários demonstrando preocupação sobre os impactos no transporte público da capital amazonense.


